Motorista confirma que Cristiano Araújo e namorada não usavam cinto no momento do acidente

Ronaldo Miranda também admitiu que estava dirigindo acima do limite, mas não soube precisar a velocidade

Publicado em 29/06/2015 às 15h24

Atualizado em 29/06/2015 às 15h36

O motorista do cantor sertanejo Cristiano Araújo, Ronaldo Miranda confirmou, em depoimento prestado nesta segunda-feira (29) à polícia, que estava dirigindo acima do limite, mas não soube precisar a velocidade. Ele também informou que as rodas originais do utilitário do sertanejo foram trocadas. 

 

O delegado da Polícia Civil de Goiás, Fabiano Jacome, que investiga o caso, disse que, caso seja comprovado que o acidente foi provocado por uma imprudência do motorista, Ronaldo pode ser indiciado pelas duas mortes.

 

Cristiano Araújo sofre grave acidente

 

Segundo o portal G1, o motorista afirmou no depoimento que não faz consumo de bebidas alcoólicas e negou que estivesse usando celular ou que tenha dormido antes de perder o controle. O delegado Jacomelis já havia informado que Ronaldo foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo.

Além disso, Ronaldo confirmou à polícia que as rodas usadas no veículo, um Range Rover Sport, ano 2015, não eram originais. “Ele disse que foi um amigo em comum dele e do Cristiano quem cedeu essas rodas, que eram de outra Range Rover. Os pneus eram novos, mas ele não soube detalhar quando houve a troca”, disse Jacomelis.

O delegado afirmou que agora aguarda a chegada de uma equipe de técnicos da fabricante do veículo para analisar se a troca das rodas, aliada ao excesso de velocidade, foi determinante para as causas do acidente. “Ainda vamos ouvir o Victor Leonardo, que estava no veículo, pois ele é uma peça-chave. Também aguardamos os resultados dos laudos periciais para esclarecer, de fato, o que aconteceu”.

A Jaguar Land Rover informou, por meio de nota enviada ao G1 por sua assessoria, que "não recomenda em nenhuma circunstância o uso de peças e acessórios não originais em seus veículos". A empresa disse ainda que continua colaborando com as investigações da Polícia Civil de Goiás.

Jacomelis ressaltou que, caso seja provado que houve imperícia ou imprudência, o motorista poderá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor, que tem pena de dois a quatro anos de prisão.

 

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