"A Força do Querer": novela chega ao fim como grande sucesso
Temas como transexualidade, vício em jogos e tráfico de drogas viraram assunto obrigatório nas rodas de conversa de todo mundo
Foram seis meses - um período relativamente curto para uma novela das 21h - mas que passaram voando. Isso graças à trama eletrizante e sem barriga de “A Força do Querer”. O elenco com poucos personagens, foi um acerto de Gloria Perez, acostumada a escrever para um elenco numeroso como nas tramas de “Caminho das Indias” e “Salve Jorge”, por exemplo.
Pode-se afirmar, sem susto, que a novela das 21h que acaba nesta sexta-feira (20), “acertou na veia” do público. Temas como transexualidade, vício em jogos, tráfico de drogas (a autora, inclusive, foi acusada de fazer glamourização do crime) viraram assunto obrigatório nas rodas de conversa de todo mundo.
Juliana Paes, por sinal, teve com Bibi Perigosa, o papel da sua vida. A atriz, que tem 17 anos de carreira, conquistou o País como uma anti-heroína que defendeu o marido traficante até o fim. Bibi começou a novela em dúvida entre o amor de Rubinho (Emílio Dantas) e Caio (Rodrigo Lombardi) e, depois de uma transição, terminou frustrada, após conhecer a verdadeira face do marido bandido.
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Impossível não destacar a atuação de Carol Duarte na pele de Ivana/Ivan. Ao longo da história acompanhamos todo o sofrimento da jogadora de vôlei que não se reconhecia no corpo em que nasceu. Ponto para a atriz e para o texto sensível de Gloria Perez. Vale destacar ainda a presença de Silvero Pereira como o motorista Nonato e como a drag queen Elis Miranda.
Logo mais vamos acompanhar o desfecho do triângulo Ritinha (Isis Valverde), Zeca (Marco Pigossi) e Ruy (Fiuk) e saberemos também se Jeiza (Paolla Oliveira) irá terminar ao lado de Caio (Rodrigo Lombardi) ou do próprio Zeca.
E assim que terminar o capítulo especial - com duas horas de duração -, o “Globo Repórter” irá mostrar os bastidores desse sucesso. Imperdível!
VALEU
- Juliana Paes, Paolla Oliveira e Isis Valverde conduziram bem suas personagens. Cada uma teve seu momento de protagonista e soube aproveitar muio bem.
- Impossível não se emocionar com Elisângela e o sofrimento de Aurora, mãe de Bibi.
- Emílio Dantas conquistou seu lugar entre os principais talentos da Globo com o Rubinho.
NÃO VALEU
- A atuação de Fiuk como Ruy deixou a desejar, principalmente na reta final da novela.
- Irene, a vilã de Débora Falabella, se perdeu na trama depois que o caso com Eugênio (Dan Stulbach) foi revelado à família dele.