Bruna Marquezine doa roupas para ajudar bebê capixaba com doença rara

Peças serão vendidas em bazar que conta, ainda, com roupas de Bianca Bin e de jogadores de futebol. Dinheiro irá para o tratamento de Guilherme, de 2 anos, que tem síndrome de Ondine

Publicado em 21/05/2019 às 17h00

Atualizado em 21/05/2019 às 21h30

A atriz Bruna Marquezine
Foto:Reprodução/Instagram @brunamarquezine
A atriz Bruna Marquezine

Bruna Marquezine se solidarizou com a vida de um pequeno capixaba. Emocionada com o drama de Guilherme, de 2 anos, diagnosticado aos seis meses de vida com a síndrome de Ondine, ela doou uma peça de R$ 21 mil para ajudar no bazar que vai angariar dinheiro para o tratamento do pequeno.

O modelo vermelho, com detalhes em branco, é da maison Dolce & Gabbana e foi usado por Marquezine numa festa. "Ela foi a única famosa que entrou em contato direto comigo e enviou algumas peças de roupa, além do vestido. São umas três peças. É uma ajuda boa para ajudar no tratamento", conta Dayana Vieira Barbosa, de 33 anos, mãe de Guilherme.

Guilherme, de 2 anos, tem a síndrome de Ondine e depende de respiradores e uma série de tratamentos para sobreviver; na foto, com a mãe, a dona de casa Dayana Vieira Barbosa
Foto:Arquivo pessoal/Gazeta Online
Guilherme, de 2 anos, tem a síndrome de Ondine e depende de respiradores e uma série de tratamentos para sobreviver; na foto, com a mãe, a dona de casa Dayana Vieira Barbosa

Rara, a síndrome de Ondine faz a pessoa parar de respirar enquanto dorme e acaba prejudicando funções da fala e da respiração ao longo do tempo. Guilherme depende de um respirador para dormir, que custa R$ 35 mil (média). O menino tem uma traqueostomia fixa para ajudar no aparelho respiratório, além de se alimentar por sonda.

"A rotina é bem complicada e, se a gente fosse bancar tudo, daria uns R$ 3 mil, R$ 3,2 mil por mês. Hoje em dia a sorte é que a gente recebe muita doação", relata.

Assim, o dinheiro do bazar será revertido para comprar, primeiramente, um respirador - o que eles têm precisa de manutenção - e pagar as sessões de fisioterapia que estão atrasadas. "Eu e meu marido não temos emprego fixo e, desde que ele nasceu, não tenho como me comprometer com o trabalho. E meu esposo depende de bicos", conta Dayana, que também é mãe de Amanda, de 12 anos, e Ana Beatriz, de 7 anos, que são totalmente saudáveis. "Nós até investigamos quando ele foi diagnosticado, mas com elas está tudo bem", reitera.

Guilherme, de 2 anos, tem a síndrome de Ondine e depende de respiradores e uma série de tratamentos para sobreviver
Foto:Arquivo pessoal/Gazeta Online
Guilherme, de 2 anos, tem a síndrome de Ondine e depende de respiradores e uma série de tratamentos para sobreviver

OUTROS FAMOSOS

Não só Bruna Marquezine se sensibilizou com a causa, Bianca Bin e jogadores de futebol também doaram roupas para o bazar, que ainda não tem data definida. Doaram camisas de time de futebol, que já foram usadas em campo, os jogadores Douglas Augusto (Corinthians), Léo Moura (Grêmio), Felipe Cardoso (Atlético Paranaense), Nikão (Atlético Paranaense), Weverton (Palmeiras), Tiago Martins (Palmeiras) e Nilton (Esporte Bahia).

Quem também entrou na corrente foi Carolina Dieckmann. A atriz fez campanha em seu Instagram para ajudar na "vakinha" criada por Dayana na internet. A iniciativa segue em paralelo ao bazar e a meta é arrecadar R$ 50 mil para seguir com o tratamento de Guilherme da melhor forma possível.

21/05/2019 - Carolina Dieckmann ajuda na campanha para a vakinha do capixaba Guilherme, com síndrome Ondine
Foto:Instagram/@lolacarola
21/05/2019 - Carolina Dieckmann ajuda na campanha para a vakinha do capixaba Guilherme, com síndrome Ondine

"Nós já estamos com a fisioterapia atrasada, porque não tem como pagar, e o que nós custeamos é o que ele precisa para sobreviver. No mundo têm só umas 300 crianças com a doença, então até nisso é difícil de comparar", corrobora.

O bazar com os pertences dos famosos ainda não tem data definida. Segundo Dayana, a venda estava marcada para os dias 17 e 18 deste mês, mas ela precisou alterar os dias porque o bebê está há algum tempo se sentindo mal e até usando o respirador o dia inteiro.

"A manutenção (do respirador) já passou da hora. O dinheiro é para comprar um segundo equipamento, até para a gente ter um reserva, e o que sobrar é para pagar o tratamento dele, que também está atrasado", explica.

COMO AJUDAR

Os interessados podem fazer colaborações em dinheiro via depósito bancário ou pela vaquinha criada na web.

> Ajude: bebê com doença rara faz vaquinha no Espírito Santo

Caixa Econômica Federal

Guilherme Barbosa de Jesus

Agência: 3308

Operação: 013

Conta Poupança: 00042760-2

CPF: 203.397.767-65

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