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Na cola do repórter: jornalistas contam como é o trabalho na Rede Gazeta

Todos os dias, jornalistas se mobilizam para produzir informação de qualidade, com o poder de transformar

Kaique Dias acompanhando a edição de vídeo para o Gazeta Online
Kaique Dias acompanhando a edição de vídeo para o Gazeta Online
Foto: Bernardo Coutinho

Pega a câmera portátil, o microfone sem fio, o celular e vai para a rua. São 7 horas, e a jornada do repórter multimídia Kaique Dias está só começando. A pauta do dia é um destes assuntos que mobilizam a cidade: um acidente com vítimas, que parou o trânsito. A apuração tem que ser rápida e transmitir às pessoas a gravidade da situação, o estado de saúde dos envolvidos e as vias alternativas para quem precisa ir e vir.

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Pelo celular, ele envia informações em tempo real para o Gazeta Online, faz transmissão de vídeo para o portal, entra ao vivo na Rádio CBN, grava para a TV Gazeta. Há dois anos vivendo toda a agitada dinâmica da redação integrada, Kaique conhece bem os desafios de produzir notícia para diferentes meios de comunicação, ao mesmo tempo. Sabe também que é na rua que o repórter se sente em casa, vendo, escutando, sentindo, vivendo a notícia.

 

O repórter hoje não pode ficar preso a uma área de atuação, precisa enxergar o todo. Deve ser ágil para transmitir a notícia e versátil para acompanhar a dinâmica da redação integrada. Produzir conteúdo para diferentes canais e públicos é desafiador. Mas desafio maior ainda é ter boa relação com as fontes e conhecer os meios de obter informação. Essa continua sendo a essência do jornalismo
Kaique Dias, repórter

Ainda é manhã, e Vilmara Fernandes está longe de chegar à redação, mas seu telefone não para de tocar. Uma das ligações revela uma informação importante, uma denúncia que precisa ser checada. Começa então todo o trabalho de investigação: reúne provas, ouve todos os lados e compra briga até com órgãos oficiais que tentam sonegar dados para impedir a publicação da reportagem.

Só depois escreve o texto, escolhendo cuidadosamente as palavras para ser fiel aos fatos e preservar a identidade do autor da denúncia. Com mais de 20 anos de profissão, Vilmara entende bem como funciona a relação de confiança que o jornalista estabelece com os colaboradores da informação e a importância de fazer e preservar boas fontes.

A essência do jornalismo é a boa matéria, uma história bem contada. E para isso não dá para estar jornalista. Ou você é ou não, porque as boas histórias podem surgir a qualquer hora. Enxergamos pautas ao sair na rua, ao conversar com amigos, em qualquer lugar. É no nosso dia a dia que também fazemos novas fontes, mas é com uma relação de respeito e confiança que as mantemos
Vilmara Fernandes, repórter

Ao longo de todo o dia, colunistas analisam cenários políticos e econômicos e acionam seus contatos em busca de um furo – notícia exclusiva, em primeira mão – e a equipe do Radar do Gazeta Online monitora e verifica as informações que surgem nas redes sociais e chegam por WhatsApp. Em meio à profusão de verdades e mentiras que circulam pelos celulares, uma história envolvendo candidatos chama a atenção do repórter Vinícius Valfré.

É ano de eleição e é preciso ter atenção redobrada. O trabalho de checagem dos assuntos que se propagam na internet é minucioso, leva horas, requer análise de dados e contato com fontes confiáveis. Às vezes são necessárias uma, duas, três... várias ligações para chegar ao veredito: a informação é falsa! Mas a missão do repórter não chegou ao fim, a tarefa agora é desmentir o boato e combater a desinformação.

A essência do jornalismo é a boa matéria, uma história bem contada. E para isso não dá para estar jornalista. Ou você é ou não, porque as boas histórias podem surgir a qualquer hora. Enxergamos pautas ao sair na rua, ao conversar com amigos, em qualquer lugar. É no nosso dia a dia que também fazemos novas fontes, mas é com uma relação de respeito e confiança que as mantemos
Vinicius Valfré, repórter

Transformar dados em notícia é o desafio do dia de Natalia Bourguignon. Para alguns pode parecer só um monte de planilhas com números, que não dizem nada. Mas ela sabe o quanto precisou futucar para encontrar aqueles arquivos e não vai desistir fácil de extrair deles informações que jamais se tornariam públicas se não fosse o cruzamento dos dados e a análise do conteúdo.

O jornalismo de dados é uma ferramenta usada para reforçar e embasar a produção de notícias. Isso implica adotar instrumentos utilizados pela pesquisa científica, como a estatística e a matemática. Ser capaz de navegar no mar de dados disponíveis - e às vezes nem tão disponíveis - contribui para a função do jornalismo como serviço de utilidade pública
Natalia Bourguignon

No início da noite, Glacieri Carraretto volta para a redação inconsolável. Horas antes não conseguiu conter as lágrimas na delegacia ao saber do caso de uma garotinha que era abusada pelo pai. Mesmo com o coração apertado, era essa a história que ela iria contar no jornal.

Não é simples ser repórter de polícia. Não é fácil ver tão de perto as marcas da violência, encarar o desespero da tragédia, lidar com a revolta diante da injustiça. É nesse momento que o jornalista sente todo o peso de reportar a dor alheia, mas tem consciência de que seu papel vai além. Como agente da imprensa, tem a chance de cobrar providências, de brigar por direitos, de dar voz a quem não tem.

Carrego comigo dores que não são minhas, chamo-as de marcas que o jornalismo me deu. No cenário de tristeza e tragédia da cobertura policial, o esforço é dar voz a quem pede por justiça, é cobrar, é fazer uma comunidade pensar, é analisar posturas sociais, fazer valer direitos e expor as mazelas de uma sociedade para não ficarmos inertes
Glacieri Carraretto

Assim é a rotina da movimentada Redação Multimídia da Gazeta, assim são os dias dos repórteres que perseguem a notícia. Por trás de todo conteúdo entregue no Gazeta Online, em A Gazeta, na CBN, na TV Gazeta, no G1 e no Notícia Agora, há todo o esforço, talento e profissionalismo da equipe de reportagem que atua em parceria com fotógrafos, editores, pauteiros, produtores, infografistas e diagramadores. Uma grande estrutura que funciona em conjunto.

A notícia é feita por pessoas e para pessoas. Tem a missão de informar, tem o dever de questionar, tem o poder de transformar. E é para isso que a nossa redação trabalha, todos os dias, sem parar.

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