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Não podemos trair o leitor: a verdade nunca deve morrer

Seria impossível para a Rede Gazeta chegar a nove décadas de existência se a busca incessante pela verdade não fosse um princípio norteador de tantos jornalistas que por aqui estão ou já passaram

Leonel Ximenes, colunista de A Gazeta
Leonel Ximenes, colunista de A Gazeta
Foto: Carlos Alberto Silva

Dizem que, na guerra, a primeira vítima é a verdade. Mas no jornalismo, não, a verdade nunca deve morrer. Pelo menos cabe a todos nós que trabalhamos diariamente com a informação a busca incessante da notícia bem apurada, com qualidade e precisão, para que a sociedade possa formar sua própria opinião, um dos fundamentos das democracias modernas.

Seria impossível para a Rede Gazeta chegar a nove décadas de existência, num país onde as coisas parecem tão efêmeras, se a busca incessante pela verdade não fosse um princípio norteador de tantos jornalistas que por aqui estão ou já passaram. Podemos dizer que faz parte do que poderíamos chamar da “cultura” da redação.

E não é favor algum: a sociedade capixaba, formada por gente madura, crítica e sequiosa por informação de qualidade, não aceitaria ser manipulada. A GAZETA é um patrimônio dessa sociedade. Não poderia decepcioná-la.

O mestre Cláudio Abramo nos ensina que “o jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter”. Sim, mas muitos obstáculos nos são apresentados nessa caminhada. O jornalista deve se colocar sempre a serviço da sociedade e se despir de vaidades e idiossincrasias, tendo em vista que cumpre uma missão importantíssima, que é a de informar bem para que o leitor possa formar sua própria opinião e tomar suas decisões com total liberdade.

Estamos passando por uma revolução digital, as redes sociais cada vez mais são protagonistas das nossas relações, mas é exatamente nesse ambiente desafiador que o velho e bom jornalismo é chamado a cumprir sua missão.

Esse processo de mudanças profundas traz em si muitas contradições. Temos liberdade, acesso à informação, facilidade de comunicação, mas ainda não superamos manifestações e fenômenos que ainda nos envergonham.

Racismo, xenofobia, preconceito sexual, homofobia, pobreza, exclusão... A lista é grande. É preciso superar tudo isso, para que alcancemos a democracia plena.

E o leitor, especialmente o de A GAZETA, pode contar com o seu jornal nessa luta. Há 90 anos é assim. Que venham muitos e muitos anos. Juntos, claro.

 Leonel Ximenes  é colunista

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