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Noventonas também comemoram aniversário da Rede Gazeta

Odete Salvador e Maria Sebin esbanjam vitalidade e experiência quase centenárias

Fazer 90 anos não é para qualquer um. É passar por altos e baixos e continuar de pé. Diante dos problemas, saber virar a página e recomeçar tudo de novo. É colecionar também muitas alegrias e conquistas. Crescer, amadurecer, acumular experiências e ensiná-las aos mais jovens.

Assim como a Rede Gazeta, há quem possa se orgulhar de chegar tão longe, ter histórias para contar e ainda tanta coisa por realizar. Só isso já é motivo para festejar!

E nada melhor do que soprar as velinhas com quem teve essa mesma trajetória quase centenária. Pessoas como dona Maria Sebin, que acaba de fazer 91 anos. E como dona Odete Gertrudes Marques Salvador, que comemora no dia 11 de setembro, assim como a Rede Gazeta, seu 90º aniversário.

“Todo ano eu lembro que faço aniversário com a Gazeta!”, vai logo dizendo dona Odete. Nesta idade, ela já deixa a modéstia para trás e revela o presente que adoraria ganhar: “Sempre sonhei em ver uma foto minha no jornal”.

Odete Salvador, 90 anos, tem a mesma idade que a Rede Gazeta e faz aniversário no mesmo dia da empresa
Odete Salvador, 90 anos, tem a mesma idade que a Rede Gazeta e faz aniversário no mesmo dia da empresa
Foto: Carlos Alberto Silva

Por isso, é essa senhora cheia de vitalidade e sorriso no rosto que estampa esta página. Nesta edição especial, nada mais justo que ter a companhia de quem sempre acompanhou cada momento da empresa.

JORNAL E TV

“Sempre leio o jornal. Prefiro as reportagens sobre saúde e educação. E também gosto de saber o preço das coisas, dos alimentos, já que faço questão de ir sempre ao supermercado e à feira”, conta dona Odete, que também é telespectadora assídua. “Não perco o jornal da noite”, diz.

Dona Odete nasceu na cidade de Castelo, passou por Colatina, criou os filhos em Cariacica e hoje curte os netos e bisnetos na Capital. Ao longo dos anos, viu muita coisa mudar no Estado.

“Lembro-me muito das ruas, como eram sem calçamento, sempre cheias de buracos e lama. Era tudo mais difícil. Até para comprar alguma coisa tínhamos sempre que vir para Vitória. O comércio era muito fraco em Jardim América, onde morávamos”, relembra a viúva do senhor Liduino, falecido há dez anos, com quem teve seis filhos e criou outros dois.

Das notícias que mais a marcaram, dona Odete destaca a enchente no Espírito Santo, em 1979. “Já morava em Cariacica, mas tínhamos uma fazenda em Linhares. Graças a Deus não tivemos prejuízos, mas vi toda a tragédia pela TV e pelo jornal.”

Ela também nunca vai esquecer que estava na cozinha, fazendo bolo, quando viu as torres gêmeas do World Trade Center sendo atacadas em Nova York, em 2011, por sinal, no dia do seu aniversário. “Foi muito triste.”

Sempre leio o jornal. Prefiro as reportagens sobre saúde e educação. E também gosto de saber o preço das coisas, dos alimentos, já que faço questão de ir sempre ao supermercado e à feira
Odete Salvador

MEMÓRIA

Lembranças que também preenchem a memória de dona Maria Sebin, que, com 91 anos completos no último dia 6 recorda detalhes de quando pisou no Estado pela primeira vez, vinda lá do Rio Grande do Norte, onde nasceu.

“Eu tinha apenas 16 anos, estava recém-casada e com um filho pequeno. Meu marido era de Nova Venécia. Viemos de navio, e não tinha qualquer conforto. Lembro que, ao chegar, o navio não parou no Porto de Vitória. Seguiu direto para o Norte”, detalha ela, que mora em Nova Venécia até hoje.

Maria Sebin, leitora que já passou dos 90
Maria Sebin, leitora que já passou dos 90
Foto: Acervo pessoal

A primeira impressão das terras capixabas não foi das melhores. “Nova Venécia era um lugar muito atrasado. Não tinha nada, só mato e buraco. Sofri muito. Não sabia o que era arrozal, cafezal... Fora que só tinha italiano aqui, e eu não entendia a conversa deles! Aos poucos, fui aprendendo e entendendo as conversas”, conta.

 Hoje em dia, ela garante: não trocaria o lugar onde vive e criou seus 12 filhos por nenhum outro. “Adoro esta cidade, tenho muitos amigos aqui. Não pretendo sair nunca.”

Na verdade, dona Maria quase não sai da cidade. Uma das poucas vezes, menciona, foi para ver de perto o Papa João Paulo II, em 1991, em Vitória, acontecimento que teve ampla cobertura da Rede Gazeta.

“Vim de ônibus de Nova Venécia. Foi muito emocionante, porque nunca ninguém tinha visto o papa de perto. Lembro que tinha muita gente, e passamos sufoco, com muito empurra-empurra.”

Boas de conversa, essas duas senhoras vão seguindo em frente, cheias de planos e fôlego para muitos anos mais!

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