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Flamengo não entra em acordo com o MP sobre indenização por incêndio

Segundo Defensoria, os valores estão abaixo do desejado pelos órgãos públicos

Um incêndio atingiu o Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo em Vargem Grande, zona oeste do Rio
Um incêndio atingiu o Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo em Vargem Grande, zona oeste do Rio
Foto: Fábio Motta/Agência Estado

Não deu certo a negociação entre Flamengo e órgãos públicos pela definição de um valor para indenização às famílias das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu.

Em nota publicada na nesta terça-feira, a Defensoria Pública do Rio infomrou que "esgotadas todas as tentativas", o Flamengo "recusou-se a celebrar um acordo de reparação".

Segundo a Defensoria, que teve a companhia do Ministério Público do Estado e do Ministério Público do Trabalho, "os valores apresentados pelo clube estão aquém daquilo que as instituições entendem como minimamente razoável diante da enorme perda das famílias e demais envolvidos".

O clube informou que não estava de acordo com as condições por meio de ligação telefônica nesta terça. Procurado pelo Globo, o Flamengo não vai se pronunciar ainda.

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A falta de acordo abre o caminho para que a via judicial seja o caminho para buscar os valores desejados de indenização. A Defensoria Pública inicia nesta quarta o atendimento às famílias dos jogadores para passar orientação sobre medidas futuras.

O incêndio que atingiu o dormitório usado por jogadores da base no Ninho do Urubu causou dez mortes e deixou três feridos.

O desfecho da negociação contraria um prognóstico dado pela própria Defensoria. Mais cedo, a coordenadora cível do órgão, Cintia Guedes, chegou a dizer:

- Não tem nada que o Flamengo não esteja aceitando. Estamos discutindo valores, como eles serão pagos e prazos de pagamento. No caso da pensão, quanto tempo isso vai ser pago. Globalmente falando, temos muito mais consenso do que dissenso.

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