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Gabi Zanotti festeja Copa do Mundo histórica: "Que não seja passageiro"

Meia-atacante capixaba não foi convocada para a seleção, mas celebra a visibilidade e a valorização do futebol feminino

Gabi Zanotti, meia-atacante do Corinthians
Gabi Zanotti, meia-atacante do Corinthians
Foto: Bruno Teixeira Rolo/Corinthians

Muito mais do que a edição 2019 da Copa do Mundo de Futebol Feminino. É o início de uma nova realidade, um capítulo importante que se inicia em uma história marcada por desigualdade e, acima de tudo, muita luta. É o momento da valorização e do respeito, valores que já deveriam estar presentes na modalidade, mas que são muito bem-vindos e que desta vez cheguem para ficar.

Essa Copa do Mundo será diferente de todas as outras nas últimas sete edições. Pela primeira vez na história, terá transmissão em TV aberta de todos os jogos da seleção brasileira. A capixaba Gabi Zanotti, que hoje defende o Corinthians, jogou a Copa de 2015 e acredita que a visibilidade é a grande diferença desta edição do torneio mais importante do futebol. E além de todos os olhos estarem voltados para as “nossas meninas”, a meia-atacante vai além e crê que a visibilidade vai trazer mais respeito do público.

As pessoas vão poder assistir a todos os jogos na televisão. Muitos que criticam o futebol feminino nunca foram ao estádio ver as meninas, não têm conhecimento do nível que o nosso futebol está hoje tecnicamente e taticamente. Tem jogo feminino que é muito melhor que o masculino. Então com a transmissão todo mundo vai ver.
Gabi Zanotti - meia-atacante do Corinthians

E as jogadoras do Brasil também vão sentir na pele, literalmente, essa valorização. A seleção terá um uniforme desenhado especialmente para elas. Na gola, inclusive, está escrito: “Mulheres guerreiras do Brasil”.

“Achei brilhante a ideia de fazer o modelo todo feminino. Parece pouca coisa, mas não é. A maioria ali quer se sentir mais confortável e bem. Antigamente herdávamos o uniforme masculino, largo.”

Gabi Zanotti, meia-atacante do Corinthians
Gabi Zanotti, meia-atacante do Corinthians
Foto: Bruno Teixeira Rolo/Corinthians

Nome frequente nas convocações da seleção brasileira, Gabi Zanotti é um dos destaques do Corinthians, mas tem ficado longe da amarelinha. A meia-atacante revela que está tranquila por não disputar esta Copa do Mundo e garante que está torcendo e muito pelas parceiras de caminhada.

“Eu não criei expectativa de estar ali, não fiz parte desse um ano de preparação. O Vadão falou que eu estava como suplente, entre as 30. Claro que eu queria fazer parte desse momento, mas não estou frustrada. Fico feliz que o futebol feminino esteja ganhando espaço e lutamos pelas próximas gerações, que poderão usufruir mais dessa valorização. Agora só se fala em futebol feminino, que não seja passageiro. E que pensem não só na seleção, mas nos clubes, pois eles sustentam a seleção.”

Gabi ainda opinou sobre como chega a seleção brasileira no Mundial. “Não vejo o Brasil como favorito, até pela condição de chegar com nove derrotas nos últimos nove jogos, e por conta de lesões que tiraram algumas atletas nossas da Copa, inclusive a Marta não chega 100%. A França é a grande favorita. Nessa Copa vai vencer o coletivo”.

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