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Capixaba que vale R$ 300 milhões assina contrato com o Santos

Pedro Scaramussa é lateral esquerdo e assinou por três temporadas com o time santista

Pedro faz parte do elenco sub-20 do Santos e já treinou com os profissionais
Pedro faz parte do elenco sub-20 do Santos e já treinou com os profissionais
Foto: Ivan Storti

Nascido em Jaguaré, no interior do Espírito Santo, Pedro Henrique Scaramussa conseguiu chegar a um dos melhores times de base do Brasil. Com apenas 11 anos, Pedrinho passou em um teste no Santos após se destacar na Copa Gazetinha pelo time de sua cidade natal e, nesta terça-feira (06), assinou seu primeiro contrato profissional com a equipe da baixada santista, com direito a multa rescisória de 70 milhões de euros, aproximadamente R$ 311 milhões, de acordo com familiares.

Pedrinho, que atua como lateral esquerdo, tem status de joia no Santos. Já disputou vários campeonatos de base pela equipe tanto no Brasil quanto fora do país. Neste mês, o sub-18 santista foi vice-campeão da Weifang Cup, tradicional torneio de base na China. O Peixe foi derrotado pelo Boca Juniors-ARG por 2 a 0 na final, mas passou por equipes como Nice-FRA e Wolverhampton-ING.  

>Fora de convocação da seleçõ sub-17, atacante ainda sonha jogar Mundial

O jovem jogador, porém, tem a consciência tranquila. Ele afirma que não deixa o tratamento de estrela subir à sua cabeça. Mas, como todo jovem jogador de futebol, tem seus sonhos.

Quero jogar na Europa, mas antes pretendo me profissionalizar pelo Santos e conquistar muitos títulos aqui. Sou tranquilo quanto a isso, não me deixo levar por essa questão de ser considerado uma joia
Pedrinho, lateral do Santos

Pedro já treina nos profissionais do Santos, sob os olhares do técnico Jorge Sampaoli. O jovem diz que é um treinador inteligente, que possui um estilo de jogo intenso na defesa e no ataque. Afirmou ainda que se sente à vontade, já que suas características encaixam com a proposta do argentino. 

INÍCIO NO ESPORTE

O atleta conta que começou jogando bola dentro de casa. Ele, inclusive, quebrava alguns objetos da mãe, que ficava bem brava. Mas, segundo Pedro, tanto ela quanto o pai sempre apoiaram a sua carreira. “Gostava de chutar a bola entre as pernas dela, que brigava comigo, mas nunca deixaram de me incentivar”, conta o jovem, se divertindo.

O garoto começou bem cedo sua trajetória no futebol. Aos sete anos, já estava na escolinha do Jaguaré, clube de cidade de origem. “Meu primeiro treinador foi o Alessandro Costa, o ‘Sandrinho’, no sub-7 do Jaguaré. Comecei na escolinha e, logo depois da 'Copa Gazetinha', fui fazer o teste”.

O Jaguaré foi o primeiro clube de Pedro, em sua cidade natal
O Jaguaré foi o primeiro clube de Pedro, em sua cidade natal
Foto: Arquivo Pessoal

Pedrinho foi abordado por um olheiro do Santos ainda na arquibancada do estádio, enquanto assistia ao jogo de uma outra categoria do Jaguaré. “Na hora, falei que tinha 9 anos, mas na verdade tinha 11, coisa de criança, né. Esse olheiro foi falar com meu pai e disse que queria me levar para lá. Fui para uma avaliação e, depois, só voltei para me mudar de vez”, conta.

O jovem já está bem adaptado ao Peixe. Pedro conta que, após sete anos na base do clube, já teve muitas experiências boas. “Joguei campeonatos de base, o que é bem legal. Pude viajar com o time, conhecer cidades novas… é uma sensação muito boa, ver a torcida por onde passamos”.

O atleta relata também a experiência de um torneio internacional e atesta que é uma sensação que vai ficar para sempre em sua memória. “Foi meu segundo torneio fora do país, o primeiro foi em Doha, no Catar. Nesse, na China, foi muito bacana. Eram estádios grandes e equipes conhecidas internacionalmente. Consegui dar uma assistência contra o Hebei Fortune-CHI, foi inesquecível”, conta.

Pedro exibindo medalha e troféu conquistados na China
Pedro exibindo medalha e troféu conquistados na China
Foto: Arquivo Pessoal

PAI CORUJA

Anderson, pai de Pedro, é o grande incentivador da carreira do atleta. Ele conta que, desde quando o filho era mais novo, já tinha um trato diferente com a bola. E, claro, sempre o acompanhava e tentava fazer o papel de pai-técnico à beira do gramado. “Eu era aquele pai enjoado na beira do campo”.

Pedro mora fora de casa desde muito novo, mas seu pai se diz muito tranquilo quanto a isso. Anderson conta que a família concordou a respeito da ida do garoto, na época com 10 anos, para viver em Santos. A mãe, inclusive, ficou por um tempo com Pedro. “Como ele ainda não tinha 14 anos, que é a idade mínima para morar no clube, a mãe dele resolveu ir morar em Santos. Ela ficou lá por quatro anos e voltou quando ele fez 15”, afirmou.

O jovem atleta é motivo de orgulho da família, mas Anderson faz questão de monitorar a carreira do filho. Ele conta que era um sonho ver Pedro jogando em um grande clube do Brasil. “É muito gratificante. Ele é um moleque novo, esforçado, abre mão de muitas coisas. Treina de segunda a sexta e nos finais de semana viaja para os jogos. Ele sabe que precisa se dedicar para se tornar um grande jogador”, disse Anderson, que ajuda o filho a manter os pés no chão e a cabeça no futebol.

Pedro assinou seu primeiro contato profissional com o Santos
Pedro assinou seu primeiro contato profissional com o Santos
Foto: Arquivo Pessoal

SANTOS CONFIRMA

A assessoria do Santos confirmou a renovação de Pedro por três temporadas com opção de extensão por mais dois anos. Os valores da multa, porém, não foram oficialmente revelados.

 

 

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