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Árbitro de Real Noroeste x Rio Branco relata quebra-quebra na súmula

Semifinal teve confusão. Juiz relatou que PM precisou sacar arma para acalmar os ânimos do time capa-preta

Depredação no vestiário do Real Noroeste teria sido causada, segundo o clube, pelo Rio Branco
Depredação no vestiário do Real Noroeste teria sido causada, segundo o clube, pelo Rio Branco
Foto: Real Noroeste/Divulgação

O árbitro Jose Wellington Bandeira (CD/ES) que apitou o segundo jogo da semifinal do Capixabão entre Real Noroeste e Rio Branco, no último sábado (13), no estádio José Olímpio da Rocha, em Águia Branca, relatou na súmula que houve depredação no vestiário dos visitantes e que um policial precisou sacar a arma para conter membros da comissão técnica capa-preta após José Wellington ter encerrado a partida.

A revolta dos alvinegros se deu com a marcação de um pênalti pelo árbitro do jogo aos 49 minutos do segundo tempo a favor dos donos da casa, que viria ser convertido em gol pelo atacante Robert e eliminando consequentemente o Rio Branco, com o placar de 2 a 0.

Confira a galeria de fotos do vestiário:

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Além de ter acionado a polícia militar presente no estádio, José Wellington Bandeira relatou duas garrafas de água arremessadas pelo torcida do Real no gramado, além de mencionar que houve um quebra-quebra no vestiário dos visitantes, o que segundo o documento, teria sido provocado por jogadores do Rio Branco, fato que teria deixado o atacante Danilo Mariotto com um corte profundo no braço.

"Foram arremessadas duas garrafas de água mineral pela torcida da equipe do Real Noroeste Capixaba F.C. em direção ao campo de jogo, sendo que uma atingiu a perna do assistente número 2 (dois) Valberson Braz Zanotti, o mesmo as retirou de campo pois estavam próximas. Aos 49 minutos do segundo tempo assinalei um tiro penal a favor da equipe do Real Noroeste Capixaba F.C. e fui surpreendido por muito protesto dos jogadores do Rio Branco A.C. que me cercaram tentando me impedir de tomar tal decisão ameaçando abandonar o campo de jogo caso eu confirmasse a marcação. Os jogadores substitutos, jogadores substituídos e a comissão técnica do Rio Branco A.C. invadiram o campo de jogo. Para conter o tumulto gerado necessitei acionar os policiais presentes no campo de jogo para garantirem a segurança da arbitragem", diz parte de texto da súmula da partida, divulgada no site da Federação de Futebol do estado do Espírito Santo, a FES. 

Aos 58 minutos, foi convertida a cobrança de pênalti e a partida foi encerrada. O árbitro acrescentou na súmula que houve confusão após o apito final. 

"Após o tiro penal ser convertido, encerrei a partida e sofri, novamente, protestos dos jogadores e comissão técnica do Rio Branco A.C. que me cercaram e foram novamente contidos pelos policiais militares que necessitaram utilizar-se de força para detê-los pois tentavam me agredir fisicamente também, sendo necessário, inclusive um policial militar sacar sua arma de fogo para afastá-los. Neste momento o portão de acesso ao campo foi quebrado por torcedores do Rio Branco A.C. e foram detidos pela polícia. Por este acesso, outros membros de organização da equipe, inclusive o Presidente do Rio Branco A.C., invadiu o campo de jogo e também protestando. Após alguns minutos de protestos os jogadores do Rio Branco A.C. dirigiram-se ao vestiário e fomos informados por dirigentes do Real Noroeste que ocorreu um quebra-quebra e um jogador se feriu com um corte no braço provocado pelos estilhaços dos vidros quebrados da porta e foi socorrido pela equipe médica presente, sendo conduzido paro o hospital em seguida. A torcida do Rio Branco A.C. disparou fogos de artifício em direção aos jogadores do Real Noroeste Capixaba F.C. que ainda estavam em campo, fato que provocou mais tumulto próximo aos vestiários entre os jogadores. A Polícia Militar, novamente, controlou a situação. Notamos a falta de água e ao questionarmos aos dirigentes do Real Noroeste, fomos informados que devido a depredação total dos chuveiros, box de granito e portas do vestiário do Rio Branco A.C. a água da caixa havia secado porém já estavam reabastecendo-a. Após tomarmos banho saímos do local da partida e fomos escoltados por viatura policial até próximo a saída do município de São Domingos do Norte", encerra o árbitro. 

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O QUE DIZEM OS CLUBES

Luciano Mendonça, presidente do Rio Branco

"Não aconteceu nada do que relataram na súmula, eles estão mentindo. É mais um crime que está acontecendo e nós vamos acionar a Justiça Comum. A ambulância do Real Noroeste não tinha condições de atender o jogo. O nosso atleta Mariotto foi agredido por jogadores do Real Noroeste e teve de dar 18 pontos no braço. Depois disso teve que entrar no carro que não podemos nem de chamar de ambulância, aquilo é um açougue. Nós não quebramos vestiários nem banheiro nenhum. Isso aconteceu depois que saímos de lá."

Fláris Rocha, presidente do Real Noroeste

"O que o presidente do Rio Branco fez não é papel de alguém que ocupa esse cargo. Ele instigou a torcida e os jogadores a brigarem. Quebraram nosso vestiário, o banheiro dos torcedores, os dois portões, o de entrada e o da torcida visitante. Os jogadores quebraram o vestiário e o atleta deles (Mariotto) se machucou enquanto estava quebrando o local. Faltou água porque eles quebraram o encanamento e quando a água da caixa acabou, todos os locais ficaram sem água, inclusive o vestiário dos nossos jogadores. Depois conseguimos reabastecer. Vamos entrar no TJD  e na Justiça para que o Rio Branco seja responsabilizado por todo esse prejuízo"

Confira galeria de fotos do banheiro de visitante e do portão:

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