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Brasil se despede dos Jogos Equestres Mundiais no Adestramento

Atletas melhoram notas, mas não avançam para a disputa individual em Tryon

Os quatro atletas da equipe brasileira de hipismo Adestramento se despediram nesta quinta-feira dos Jogos Equestres Mundiais, maior e mais importante evento mundial de esportes com cavalos, no Tryon International Equestrian Center, nos Estados Unidos.

O Brasil participou do Grand Prix, prova dividida em dois dias e que serviu para definir o pódio por equipe e a 2ª qualificatória individual. No primeiro dia, na quarta-feira, dois estreantes nos Jogos, o olímpico e medalhista pan-americano Leandro Aparecido Silva montando Di Caprio fechou sua apresentação com a nota média final de 63,171% e a também olímpica Giovana Pass com Zíngaro de Lyw garantiu 65,217%.

No segundo dia, competiram dois cavaleiros que já haviam participado dos Jogos da Normandia em 2014: Pedro Tavares de Almeida montando Aoleo registrou 62,578% e, fechando a apresentação do Time Brasil, o cavaleiro olímpico João Victor Marcari Oliva montando Xiripiti TVF registrou 65,512%, a melhor nota do país em Jogos Equestres Mundiais.

- Estou contente pelo meu desempenho e do Xiripiti, dei o meu melhor, não cometemos erros, mas temos que melhorar. Eu já tinha participado de provas deste nível, em que os juízes têm como parâmetro de comparação os melhores do mundo. Agora é treinar e focar nos próximos desafios - disse o cavaleiro.

João volta para a Alemanha, onde reside, com a missão de intensificar treinos e também competir com seus cavalos de linhagem europeia Feel Good e Toliva V.O, além dos lusitanos Faisão TVF e Husseim V.O. Giovana Pass, que garantiu o 2º melhor resultado do Time Brasil e radicada em São Paulo, também está treinando novas montarias.

Sandra Smith de Oliveira Martins, diretora de Adestramento da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), juíza 4* FEI e chefe de equipe, destacou a melhora das notas do Time Brasil.

- Nosso objetivo era atingir 67%, não conseguimos, mas dois dos nossos atletas fizeram mais de 65%, ou seja, batemos nosso recorde em WEGs, e isso mostra um avanço e incentivo para continuarmos o trabalho. Saímos de Tryon com novos aprendizados e experiências.

Alemanha é penta por equipes

A Alemanha confirmou o favoritismo e, com 242,950%, conquistou sua sexta medalha por equipe, cinco delas foram de ouro, conquistadas nos Jogos de 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006, além do bronze em 2010. A estrela do time, nºs 1 e 2 do ranking da Federação Equestre Internacional (FEI), Isabell Werth venceu o Grand Prix montando Bella Rose registrou 84,829% de nota média final. O time dourado contou também com Sönke Rothenberger/Cosmo, Jessica Von Bredow-Werndl/TSF Dalera BB e Dorothee Schneider/Sammy Davis Jr.

A equipe anfitriã dos Estados Unidos somou 233,136% e chegou a sua quinta medalha por equipe nos Jogos Equestres Mundiais: prata em 2018 e 2002 e bronze em 1994, 2006 e 2014. A Grã Bretanha (229,628%) faturou o bronze que se soma a prata conquistada em 2010.

Demais modalidades

Na modalidade cross-country - triatlon equestre - a exemplo das outras olímpicas Adestrameto e Salto, os seis primeiros países garantem vaga nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. O adestramento está rolando nos dias 13 e 14, o cross acontece no dia 15 e o Salto no dia 16, quando serão definidas as medalhas por equipe e individual a partir da soma do resultado das três provas.

No Salto, entre qualificativas, definição por equipe e individual, as disputas acontecem nos dias 19, 20, 21 e 23. O Adestramento Paraequestre dá a largada no dia 19, segue nos dias 20, 21 e 23, definindo medalhistas por grau em prova técnica e estilo livre e pódio por equipe.

Pelo menos dois cavaleiros do Time Brasil de Salto, uma das apostas de medalha nos Jogos, Pedro Veniss e Pedro Muylaert vão marcar presença no Concurso de Salto Internacional - CSI-W Indoor, na Sociedade Hípica Paulista, entre 26 e 30/9, na semana seguinte ao término dos Jogos.