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Brasileira é afastada da Seleção de handebol por possível caso de doping

Pivô Elaine Gomes deixa equipe nacional às vésperas do Mundial do Japão após o médico de seu clube, o Corona Brasov, da Romênia, fazer uso de tratamento proibido pela Wada

A Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) anunciou nesta quinta-feira o afastamento preventivo da pivô Elaine Gomes da Seleção Brasileira, que está no Japão para a disputa do Campeonato Mundial. O clube da atleta, o Corona Brasov, da Romênia, admitiu ter realizado em diversas de suas jogadoras um procedimento não aprovado pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês).

Até o momento, apenas três atletas do Brasov - Cristina Laslo, Bianca Bazaliu e Daria Bucur – foram notificadas pela Wada pelo uso do laser intravenoso. Outras jogadoras que disputariam o Mundial pela Romênia e por Montenegro também foram desligadas de suas seleções. A CBHb tomou a decisão de afastar Elaine para evitar o risco de a atleta ser relacionada para exame antidoping e acabar suspensa.

No procedimento feito pelo médico do Brasov, um cateter costuma ser posicionado na veia e um laser é usado para expor o sangue a um feixe luminoso com intensidades específicas. O objetivo é acelerar a recuperação de atletas de lesões. O clube nega intenção de adotar a prática para aumento de performance.

A CBHb informou em nota que "está acompanhando o caso e dando todo o suporte à atleta que fez parte do elenco campeão do Mundo em 2013".

Já classificado para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, graças ao ouro no Pan de Lima, o Brasil estreia no Mundial no dia 30 de novembro, contra a Alemanha, em Yamaga. A equipe também enfrentará na primeira fase Dinamarca, França, Coreia do Sul e Austrália. Apenas os três primeiros de cada chave avançam.