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Premiada, lutadora capixaba sonha com vaga no UFC: "Esse ano consigo"

Jéssica Delboni, de 24 anos, que luta na categoria peso-palha, deixou o Espírito Santo para buscar evolução em equipe do Rio de Janeiro

Jéssica Delboni é uma das principais lutadoras de MMA do Espírito Santo e, por conta dos recentes resultados conseguidos no octógono, passou a ser apontada também como uma das mais promissoras do Brasil. Aos 24 anos, ela sonha em conquistar uma vaga para lutar pelo Ultimate Fighting Championship (UFC) ainda neste ano. Em 2017, a atleta natural de Vila Velha participou de quatro combates, levando a melhor em todas as situações. Até por conta do 100% de aproveitamento, Jéssica garante ter a esperança de competir no maior evento internacional da modalidade o mais breve possível. 

Jéssica Delboni segue sua trajetória de vitórias
Jéssica Delboni segue sua trajetória de vitórias
Foto: Reprodução/Combate

“Meu sonho é ser convidada para fazer parte do UFC, que é onde estão os melhores lutadores de MMA do mundo. Tenho certeza absoluta que estou bem mais próxima do que nunca de conseguir essa façanha. Tenho fé que eu possa conquistar essa luta ainda em 2018. Pelo o que venho avaliando, se eu vencer os dois próximos confrontos e fizer lutas de alto nível, creio que eu consiga a vaga no UFC. Estou trabalhando e me dedicando ao máximo para que isso aconteça logo”, projeta.

O MMA feminino capixaba ainda engatinha para ganhar o espaço que merece nos grandes eventos, mas conquistou o respeito e a atenção de admiradores do esporte graças as mãos rápidas e chutes potentes de Jéssica Delboni. O momento é tão favorável que, no último mês, em uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro, a peso-palha (até 52kg) foi eleita a lutadora do ano pelos triunfos conquistados no ano passado no importante Prêmio Osvaldo Paquetá, uma espécie de “Oscar do MMA Brasileiro”. Ela ficou na frente de Ariane Sorriso, Joice Mara, Sara Frota e da também capixaba Karol Rosa.

Jéssica Delboni segue em busca do sonho de conseguir uma vaga no UFC
Jéssica Delboni segue em busca do sonho de conseguir uma vaga no UFC
Foto: Acervo Pessoal

“Foi bastante emocionante ter ganhado essa premiação. Mas a vitória também da minha equipe, da minha família e de todo mundo que acredita no meu potencial. A Karol Rosa, que treina comigo desde quando comecei na modalidade, é outra que merece ser lembrada. Se cheguei até aqui e tenho evoluído é porque ela me deu todo suporte. Somos amigas e companheiras de treino já faz alguns anos e ela tem mérito. Se ela tivesse ganhado também teria ficado contente”, comentou Jéssica.

História de superação

Mas se engana quem pensa que a trajetória de Jéssica Delboni sempre foi recheada de premiações e conquistas. Introduzida nas artes marciais quando tinha apenas 11 anos de idade, incentivada pela mãe, o primeiro esporte que abriu as portas para ela foi o taekwondo, onde se tornou faixa preta cinco anos depois. Mais madura e demonstrando uma qualidade técnica acima da média, aos 16 anos Jéssica migrou para o jiu-jítsu após conhecer Carina Damm, atleta que a apresentou os caminhos do MMA. Pouco tempo depois, aos 19 anos, e já treinando com o mestre Alexandre Caveira, da Vitória Combat, a atleta fez seu primeiro combate - e venceu. A capixaba entrou no octógono pela segunda vez aos 21 anos, levando a melhor novamente. Jéssica, contudo, demorou a deslanchar no esporte por conta das lesões.

Capixaba Jéssica Delboni é natural de Vila Velha
Capixaba Jéssica Delboni é natural de Vila Velha
Foto: Acervo Pessoal

“Lutei pela primeira vez aos 19 anos, fui bem, venci, mas logo tive a primeira lesão. Recuperada, consegui uma segunda luta, mais uma vez consegui a vitória, mas não consegui ter sequência. Foi quando recebi a proposta de vir treinar no Rio de Janeiro, na equipe Paraná Vale-Tudo (PRVT). Cheguei no Rio em maio e, de lá para cá, só venho crescendo e conquistando meu espaço”, contou Jéssica.

Deixar o Espírito Santo para ir morar na cidade carioca não foi tarefa simples. Cursando Veterinária, Jéssica precisou trancar a faculdade para ir em busca do sonho de se tornar uma atleta profissional de alto nível. A desconfiança de amigos e familiares também foi outro obstáculo que a lutadora precisou ultrapassar.

“Minha carreira foi construída em cima de muitas dificuldades. Precisava estudar, trabalhava como garçonete e treinava ao mesmo treino. Hoje, quando ganho algo, penso na minha avó, na minha mãe... elas são minha força para querer vencer na vida”, concluiu Jéssica.

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