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Sem ringue, Touro Moreno até tentou vender casa que recebeu de Huck

Seis anos após a família Falcão participar do "Lar Doce Lar", residência passou por mudanças, mas família ainda vive no local

Família Falcão ganhou casa nova em 2012, depois de participar do Caldeirão do Huck
Família Falcão ganhou casa nova em 2012, depois de participar do Caldeirão do Huck
Foto: Fernando Madeira

Era uma casa pequenininha, com quartos sem porta e sem armário. A moradia sem pintura, só no reboco, foi por muitos anos o lar de Yamaguchi e Esquiva Falcão ao lado dos irmãos e dos pais Touro Moreno, de 80 anos, e Maria Olinda, 54 anos. Foi só em 2012, após a conquista das medalhas olímpicas em Londres, que a família ganhou uma casa maior, com móveis e quartos para todos. Seis anos depois, voltamos à residência dos Falcão, construída durante o quadro "Lar Doce Lar", do Caldeirão do Huck, e descobrimos que outras famílias já habitaram o local. A casa mudou um pouco, já foi alugada algumas vezes e houve até algumas tentativas de vendê-la.

No últimos anos, depois de morar em Domingos Martins, Santa Teresa e Vila Velha, Touro Moreno e a esposa voltaram a viver na casa de Jacaraípe, na Serra. A família se dividiu: Esquiva e Yamaguchi, dedicados ao boxe profissional, moram nos Estados Unidos, enquanto Estivan, Luciano e Yuri - também boxeadores - vivem em São Paulo. As outras filhas e netos moram com Touro e Maria Olinda na casa construída pelo programa de Luciano Huck.

"Todo mundo mora aqui comigo. Fiquei um ano em Vila Velha e, nesse tempo, minha filha caçula, a Isabelita, ficou morando aqui. Minha filha Delza mora aqui com o filho e o marido. Como são duas casas, ali na frente a gente chegou a alugar duas vezes, por R$ 400 por mês, mas acabou não dando certo por que não tem divisória. Como não tem separação (entre as duas casas), mistura a família daqui com a família de lá e aí começa a incomodar", afirma Touro, que é completado pela esposa.

"Por uns dois, três anos, a gente tentou vender a parte da frente, dividir o terreno. Pedimos R$ 150 mil, mas acho que aqui (em Jacaraípe) é difícil conseguir vender por esse valor. Depois a minha filha veio morar aqui e a gente desistiu de vender", explica Maria Olinda.

SEM RINGUE

Pugilista, Touro Moreno sempre sonhou com uma academia de boxe. Quando a residência foi entregue à família, em outubro de 2012, um ringue foi colocado entre as duas casas. Anos depois, no entanto, o que se vê ali é um grande vazio. Touro explica que preferiu abrir mão do local de luta.

Touro Moreno: no lugar do ringue de boxe, um vazio separa as duas casas
Touro Moreno: no lugar do ringue de boxe, um vazio separa as duas casas
Foto: Bernardo Coutinho

"Toda vez que chovia entrava água no ringue e ficava difícil para limpar. Uma empresa deu uma cobertura por um tempo, mas empoçava água no toldo quando chovia e estava trazendo problema. Quando voltei de Santa Teresa um dia, tinha um menino aqui, outro ali, com dengue. Deixaram um espaço no meio (entre uma casa e outra) que não precisava", justifica Touro Moreno.

O cercado de tela em volta da casa foi outra mudança feita pela família. Para ter mais privacidade e segurança, Esquiva e Yamaguchi atenderam ao pedido dos pais, e construíram um muro na residência.

"Ali era o meu barraquinho na lajota. Mudaram a casinha, colocaram no chão, e fizeram um compensado de madeira. Esse muro aí foi os meninos que mandaram fazer. Era tudo tela. De manhã cedo a gente não podia acordar que aqui em volta já estava cheio de gente pedindo para tirar foto da casa. Não tinha sossego, privacidade, aí resolvemos colocar o muro. Mas a casa é boa, gostei. A gente vive bem aqui", encerra o patriarca da família Falcão.

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