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Pâmella Oliveira conquista marca histórica no Mundial de Ironman

Competição internacional aconteceu em Port Elizabeth, na África do Sul, e triatleta capixaba ficou na quarta posição

Pâmella Oliveira fica na quarta colocação no Mundial
Pâmella Oliveira fica na quarta colocação no Mundial
Foto: Divulgação

É possível dizer que a capixaba Pâmella Oliveira é uma verdadeira máquina de competir. Para se manter em alta no triatlo ela segue se reinventando. Aos 30 anos, resolveu testar ainda mais sua estrutura corporal e psicológica e foi até a cidade de Port Elizabeth, na África do Sul, disputar o Campeonato Mundial de Ironman 70.3. A atleta natural de Vila Velha, no Espírito Santo, conseguiu uma marca histórica ao terminar o evento na quarta posição, tornando-se a mulher brasileira melhor colocada na história do evento. Os obstáculos encarados foram vencidos por Pâmella em um tempo de 4h13min43s. 

O percurso repleto de adversidades levou Pâmella Oliveira a atingir os próprios limites. A distância de 1,9km de natação em um mar de águas agitadas, 90km de ciclismo em terrenos oscilantes e 21km de corrida vieram para coroar em grande estilo o feito da atleta. 

Triatleta Pâmella Oliveira conquistou marca histórica
Triatleta Pâmella Oliveira conquistou marca histórica
Foto: Divulgação

Além de precisar superar as dores causadas pela prova desgastante, antes de comemorar a importante quarta posição para o esporte nacional, Pâmella precisou superar nos minutos finais de competição a forte oponente Radka Vodickova, da República Checa, que tentou dificultar a vida da capixaba. Com uma corrida intensa, ela cruzou a linha de chegada seis segundos antes da adversária.

“Na prova, fui com a intenção de entrar forte na natação, então, fiquei marcando a britânica Lucy Charles, que é um grande nadadora. O problema é que tive um pouco de contato com outras meninas no início da natação e fui prejudicada. Busquei a recuperação na bicicleta e consegui terminar a prova juntamente com as líderes. Já na corrida consegui uma das minhas melhores marcas até hoje na carreira, com um tempo de 1 hora e 21 minutos, o que fez muita diferença para eu conquistar o quarto lugar”, relembrou Pâmella Oliveira, que ficou atrás somente da suíça Daniela Ryf, da britânica Lucy Charles e da alemã Anne Haug. 

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Embora não tenha viajado para a África do Sul com o objetivo de levar o troféu de campeã para casa ou de sequer alcançar a quarta posição, como a própria Pâmella Oliveira diz, ela fez uma prova consciente, tranquila e sem problemas. Segundo a triatleta, a ausência de pressão por resultados contribuiu para que o bom resultado fosse uma consequência.

“Como eu não tinha nenhum holofote em cima de mim, até por ser meu primeiro mundial, nenhuma das minhas adversárias ficaram me marcando ou me observando demais. Fiz uma prova forte para surpreendê-las de alguma forma mesmo. Afinal, eu não era cotada como uma das favoritas. Foi uma surpresa para todos o meu resultado, mas eu me preparei para isso”, comentou Pâmella. 

Com duas olimpíadas no currículo, já que esteve em Londres-2012 e na Rio-2016, a triatleta mantém o sonho de continuar competindo em grandes competições pelo mundo.

“Muitas pessoas até me perguntam sobre Tóquio 2020 e torcem pelo meu sucesso, mas isso depende de muita coisa. Mas é claro que seria uma alegria para mim disputar uma terceira olimpíada. Estou pronta para o que der e vier. Mas o ironman tem me trazido ótimas experiências e espero dar continuidade”, concluiu Pâmella Oliveira. 

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