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Capixabas conquistam 36 medalhas nas Paralimpíadas Escolares, em SP

Ao todo, a delegação capixaba teve 59 pessoas. Foram 18 medalhas de ouro, 8 de prata e 10 de bronze

O paratleta Bruno Gregório, do tênis em cadeira de rodas, foi medalha de prata
O paratleta Bruno Gregório, do tênis em cadeira de rodas, foi medalha de prata
Foto: Daniel Zappe/CPB

O Espírito Santo encerrou sua participação nas Paralimpíadas Escolares 2018 com 36 medalhas. Com a soma dos resultados a delegação capixaba finalizou a competição, neste sábado (23), na 12ª colocação no quadro geral de medalhas. Os jogos aconteceram no Centro Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo. Ao todo, a Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Sesport), enviou 59 pessoas na delegação, entre paratletas, treinadores, staffs e dirigentes.

Na soma de medalhas o Espírito Santo teve 18 de ouro, oito de prata e outras dez de bronze. Após o encerramento as modalidades de atletismo e natação foram os grandes conquistadores de medalhas, mas no último dia o Espírito Santo também garantiu medalhas no tênis de mesa, bocha e tênis em cadeira de rodas.

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O paratleta Lucas, do atletismo
O paratleta Lucas, do atletismo
Foto: Marco Antonio Teixeira/CPB

Bruno Gregório ficou com a prata na final do tênis em cadeira de rodas. Na decisão ele perdeu para João Takaki, de São Paulo, por dois sets a zero. A segunda colocação foi bem digerida pelo paratleta que após a partida apontou seus erros no jogo.

“Foi um jogo de quem errou menos. Serviu para fazer algumas avaliações, perceber meus erros para acertar. Estou feliz com o resultado, minha primeira e última participação e com medalha, uma vez que estou no último ano da categoria escolar”, comentou o jogador em tom de saudade.

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Outro destaque capixaba na competição foi Erika Targino. No início da adolescência ela sofreu um acidente quando andava de bicicleta e ficou paraplégica, perdendo os movimentos das pernas. No atletismo está se descobrindo e tomando gosto pelo esporte. Com três medalhas de ouro, nos lançamentos de dardo e disco, e no arremessos de peso, sai de São Paulo fazendo planos.

O paratleta Carlinhos, do atletismo
O paratleta Carlinhos, do atletismo
Foto: Marco Antonio Teixeira/CPB

“Vou continuar treinando, me dedicando, buscar melhorar minhas marcas e tentar conquistar novas medalhas. Termino minha participação muito feliz. Meu treinador disse que se voltasse para casa sem essas medalhas ficaria aqui em São Paulo (risos)”, brincou a paratleta.

As Paralimpíadas Escolares reuniram cerca de mil jovens dos 12 aos 17 anos de 23 Estados e do Distrito Federal, nas modalidades de atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, tênis em cadeira de rodas, judô, natação, tênis de mesa e vôlei sentado. Após a cerimônia de encerramento o Comitê Paralímpico Brasileiro confirmou, no mesmo período dos dias 18 a 23 de novembro, a 13ª edição dos Jogos também no CPB.

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