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Destaque do kart capixaba, Caio Miguel mira categoria da Stock Car

Piloto teve um ano inesquecível e agora está pronto para buscar novas conquistas

especial

O piloto Caio Cunha Miguel viveu um ano que beirou a perfeição. O pentacampeonato estadual de kart na categoria F4 veio com oito vitórias em 12 provas. Mas esse não é o limite para o capixaba que compete pela equipe GMT Racing Mercedes. Caio tem o objetivo de alcançar uma vaga na Sprint Race, categoria de base da Stock Car em 2020, principal competição automobilística do país, e para seguir em evolução, vai mudar de categoria no Estadual do ano que vem: vai competir na Sprinter, que possui o kart mais rápido e o pneu mais macio. 

Guiando o kart número 110, Caio Cunha deixou vários adversários para trás
Guiando o kart número 110, Caio Cunha deixou vários adversários para trás
Foto: Pedro Gomes/Divulgação

“Esse ano consegui dominar o campeonato e estar na frente sempre. Desde que eu voltei, tenho estado contente com os resultados, mas sempre visando algo maior”, destaca.

Com o olhar jé em 2019, Caio conta que está trabalhando para conseguir R$ 40 mil, valor necessário para participar da Sprinter. Ele diz que um amigo da sua equipe está o ajudando a conseguir o valor e que sempre teve o apoio de sua família para seguir sua meta. “Como dizem: o automobilismo é o esporte individual mais coletivo que tem. Há muitas pessoas por trás como os mecânicos, patrocinadores e a família”, ressalta.

Caio conta que seu maior sonho no automobilismo é viver dele e correndo, de preferência. “Eu já vivo disso, mas não como piloto. Dou aula no kartódromo e consigo meu dinheiro desse trabalho”, explica. Com o apoio da lei de incentivo ao esporte, ele visa realizar essa meta em 2020, saindo do kart e começando a correr na Sprint Race. “É um passo bem grande e um evento bem maior”, almeja. 

Caio Cunha é um dos principais pilotos de kart do Espírito Santo
Caio Cunha é um dos principais pilotos de kart do Espírito Santo
Foto: Pedro Gomes/Divulgação

Caio começou a competir em 2008, aos 9 anos. Ele correu até 2013, mas como seu pai arcava sozinho com o custo, o garoto começou a ajudar como podia. Então trabalhou em lanchonete e lavando carro para tentar continuar andando. Em 2013, ele parou de competir, mas não aguentou ficar muito tempo parado. Em 2016, resolveu voltar e começou a trabalhar no kartódromo. Com o dinheiro de seu salário e a ajuda de amigos, voltou a competir e já naquele ano foi campeão, alcançando seu tetracampeonato estadual.

O jovem conta que voltou na F4, pois é a categoria que precisa de um valor menor de investimento. “As pessoas acham que por ser mais barata para competir ela é pior, mas é o contrário. Por ser mais barata, tem muitos competidores e, com isso, muita gente boa”, diz ele.

A autora é residente em jornalismo. Texto sob supervisão de Filipe Souza.

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