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Laboratório contratado pela Samarco diz que lama não chegou a Abrolhos

Laudo indica que não houve alteração do mar na região que estivesse relacionada ao rompimento da barragem de Fundão

A Samarco divulgou nesta quarta-feira (27) que a lama de rejeitos proveniente da foz do Rio Doce não atingiu as águas do Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia.

O laboratório ALS Corplab, com sede em São Paulo, contratado pela mineradora, emitiu um laudo indicando que não houve alteração do mar na região que estivesse relacionada ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais.

Segundo a Samarco, os testes da água coletada em Abrolhos indicaram ausência de óxido de ferro, um dos elementos que remeteriam à pluma de turbidez do Rio Doce. Além disso, a qualidade da água coletada em diferentes dias mostrou que os parâmetros estão dentro dos limites do Conama 357 nível 1 (água salina), não havendo anormalidades.

Ainda de acordo com a mineradora, os acompanhamentos diários feitos pela empresa indicam que a turbidez das praias no norte do Espírito Santo e sul da Bahia está dentro da normalidade, o que torna, segundo a Samarco, improvável uma presença da pluma na região de Abrolhos.

A mineradora ressalta que existem outros fatores de influência de movimentação de sedimentos na região costeira do Espírito Santo e sul da Bahia que podem explicar o aparecimento de sedimentos em Abrolhos no último dia 7. Houve ainda o registro de fenômenos climáticos que ocasionaram a formação de ondas no litoral entre 1,5 m e 2,5 m que provocaram ressuspensão natural de outros sedimentos.

A Samarco informa que realiza o monitoramento constante da qualidade da água em dezenas de pontos ao longo do Rio Doce e na sua foz, além de uma grande extensão no litoral, disponibilizando-os periodicamente às autoridades.

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