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Teste vai diagnosticar Zika, Chikungunha e Dengue

Teste deve ser disponibilizado nos postos de saúde a partir de fevereiro

mosquito da dengue

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou neste sábado (16) que a partir de fevereiro a rede pública disponibilizará um teste capaz de diagnosticar Zika, Chikungunha e Dengue. Com o novo método será possível fazer diagnóstico simultâneo das três doenças. No mês que vem serão disponibilizados 50 mil kits e até o fim do ano serão 500 mil.

Durante coletiva de imprensa na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o ministro falou sobre a situação epidemiológica atual do Brasil.

"O problema número um é a microcefalia e precisamos combater suas causas com todo rigor",  disse Castro.

O novo teste, inédito no mundo, de acordo com o Ministério, foi desenvolvido pela Fiocruz e custará cerca de R$ 80, valor muito inferior ao do teste disponível hoje a nível internacional, que custa de R$900 a R$ 2 mil e não faz diagnóstico simultâneo. Segundo o ministro, mulheres grávidas terão prioridade para se submeter ao exame.

A Chikungunha, assim como a dengue e o zika, é transmitia pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com o documento, ainda em 2015, esses óbitos (dois no estado da Bahia e um em Sergipe) ocorreram em indivíduos com idade avançada - 85, 83 e 75 anos - e com histórico de doenças crônicas preexistentes.

Em 2015, até a 52ª Semana Epidemiológica, foram notificados 20.661 casos autóctones suspeitos de febre de chikungunha. Destes, 7.823 foram confirmados, sendo 560 por critério laboratorial e 7.263 por critério clínicoepidemiológico; 10.420 continuam em investigação.

Vacina

A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantã deverá estar disponível para uso somente em 2018, e não mais em 2017, conforme informaram ontem o Ministério da Saúde e o Butantã. Uma das razões para o atraso é o tempo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) levou para aprovar o início da fase 3 dos testes em humanos.

O instituto entrou com o pedido de autorização em regime de prioridade em abril do ano passado e esperava ter a licença já em agosto do mesmo ano. Por isso, fez a previsão de ter o imunizante pronto já em 2017.

A autorização da Anvisa para a fase 3, no entanto, só foi dada em dezembro, quando o Butantã começou a recrutar os voluntários para o estudo. De acordo com Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantã, um dos problemas da demora na aprovação foi o vencimento de algumas doses da vacina que já estavam prontas para o teste.

"A gente foi rever algumas das ampolas que são utilizadas. Tendo em vista o tempo que ficou em toda essa fase de aprovação, algumas ampolas que estavam prontas para colocar em teste venceram o prazo e estamos fabricando novas para que tenhamos todas as chances do nosso lado e o estudo não falhe por nenhuma razão técnica", disse ele.

Nas fases anteriores do estudo, a vacina do Butantã mostrou mais de 90% de eficácia contra os quatro tipos de vírus da dengue com apenas uma dose.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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