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PF prende Felipe Picciani, em Minas Gerais, na operação Cadeia Velha

Um dos alvos é uma fazenda onde está localizada a empresa Agrobilara, que pertence à família Picciani e é comandada por Felipe

Foto: Divulgação/Grupo Monte Verde

A operação Cadeia Velha, deflagrada nesta terça-feira, pela Polícia Federal, prendeu Felipe Picciani, filho do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), que chegou ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por volta das 8h desta terça-feira e foi imediatamente levado pela PF para depor.

Um dos alvos da operação é uma fazenda onde está localizada a empresa Agrobilara, comandada por Felipe, conforme informou o "G1". O negócio tem como sócios o pai, Jorge, e os irmãos Leonardo Picciani, ministro do Esporte, e Rafael Picciani, deputado estadual.

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Procuradores responsáveis pela operação Cadeia Velha pedem a prisão do deputado estadual e de outros dois parlamentares, apontados na investigação como chefes de um esquema de propina em troca de decisões favoráveis ao setor do transportes.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) deve analisar na quinta-feira se considera o flagrante dos crimes, o que abriria possibilidade de prender o trio. Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, só nao foram presos nesta terça-feira porque a Constituição estadual, no Artigo 120, estabelece como única possibilidade de prisão provisória o flagrante de crime inafiançável, à exceção de casos com licença prévia da Alerj. As autoridades solicitam ainda o afastamento dos três das funções públicas.

A PF ainda cumpre mandados de condução coercitiva contra os três deputados e contra Alice Brizola Albertassi. Serão presos temporariamente Ana Claudia Jaccoub, Marcia Rocha Schalcher de Almeida e Fabio Cardoso do Nascimento.

Os agentes também vão prender, em caráter preventivo, Jorge Luiz Ribeiro, Carlos Cesar da Costa Pereira, o Carlinhos da Art Sul, o ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira e os empresários de transportes Jacob Barata Filho e José Carlos Lavouras. Barata Filho e Lélis Teixeira já haviam sido presos na Operação Ponto Final, da qual decorre a Cadeia Velha.

OUTRO LADO

Em nota, a defesa do empresário Jacob Barata disse que "não teve acesso ao teor da decisão que originou a operação de hoje da Polícia Federal e, por isso, não tem condições de se manifestar a respeito". A defesa acrescentou ainda que "pedirá o restabelecimento das medidas que foram ordenadas pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que já decidiu que a prisão preventiva do empresário é descabida e pode ser substituída por medidas cautelares, que vêm sendo fielmente cumpridas desde então."

 

 

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