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Ministros do STF são protegidos por 85 seguranças privados

Tribunal gasta R$ 831 mil na proteção particular dos juízes

Sessão plenária no STF
Sessão plenária no STF
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém 85 seguranças privados para dez ministros. O serviço custa R$ 831 mil por mês. Esses profissionais são responsáveis apenas pela proteção pessoal dos ministros, e não das dependências do STF. O contrato atual foi iniciado em novembro de 2017 e tem vigência de dois anos e meio, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. A previsão é gastar cerca de R$ 25 milhões neste período. A empresa responsável é a Esparta Segurança. Os dados estão disponíveis no site do STF.

Na terça-feira, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato na corte, revelou que sua família sofreu ameaças. Cármen Lúcia determinou o aumento da segurança dele, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, colocou a Polícia Federal à sua disposição.

Em janeiro, durante o recesso judiciário, Fachin esteve em Curitiba, onde mora sua família. No dia 31, ele voltou para Brasília, em um voo pago pelo Supremo, dentro da cota a qual os ministros têm direito. No mesmo voo, estavam dois seguranças do quadro de servidores do próprio STF.

Nos seis meses anteriores, não foram encontrados registros semelhantes. Os dados de fevereiro ainda não estão disponíveis no site do tribunal. Fachin não especificou quando as ameaças começaram.

No caso dos seguranças privados contratados a maioria trabalha em um regime de 12h, descansando depois 36h. Os turnos são divididos das 7h às 19h (38 pessoas se revezam nesse horário) e das 19h às 7h (horário onde se dividem 44 pessoas). Duas pessoas cuidam da supervisão, e um segurança trabalha em uma regime de 44 horas semanais. Os seguranças andam com pistolas calibre .380, além de outros equipamentos como colete e lanterna.

Já a segurança do prédio do Supremo é feita por 149 vigilantes, sendo 47 delas armados e e 98 desarmados, além de quatro supervisores. O contrato, com a Zepim Segurança e Vigilância, foi firmado em março de 2017, e teria inicialmente duração de um ano, mas em novembro foi realizado um aditivo, que estabeleceu uma prorrogação de um ano e meio. O valor previsto para esses dois anos e meio é R$ 28,5 milhões (R$ 953 mil mensais).

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