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National Geographic oferece ajuda para reconstruir Museu Nacional

Diretor-executivo do grupo diz que NatGeo poderá ajudar com parte de seu acervo e apoio financeiro; autoridades de cultura do Uruguai lamentam o incêndio

Museu Nacional no Rio de Janeiro, que foi destruído por um incêndio no último domingo (2)
Museu Nacional no Rio de Janeiro, que foi destruído por um incêndio no último domingo (2)
Foto: Fotos Públicas/Alexandre Macieira

O diretor-executivo da National Geographic Society (NatGeo), Gary Knell, ofereceu ajuda ao Brasil para reconstruir o Museu Nacional do Rio, destruído por um incêndio no domingo. Durante um evento com o embaixador brasileiro em Washington, Sergio Amaral, na terça-feira, 4, Knell disse que a NatGeo poderá ajudar com parte de seu acervo e apoio financeiro.

Ele também lamentou a tragédia no museu e ressaltou sua importância durante o encontro, acrescentando que a instituição colocaria seu acervo à disposição do governo brasileiro. A organização sem fins lucrativos Natgeo realiza pesquisas e tem canais de comunicação impressos e televisivos voltados para a história natural e antropologia.

O diretor da instituição sugeriu que pode enviar para a reconstrução do Museu Nacional itens originais de seu acervo, além de mobilizar colaboradores e pesquisadores no Brasil para auxiliar no processo de reconstrução do local. Knell comprometeu-se a conversar mais e a estreitar o diálogo com o governo brasileiro para estabelecer como a ajuda será realizada.

URUGUAI

Incêndio atinge Museu Nacional no Rio de Janeiro
Incêndio atinge Museu Nacional no Rio de Janeiro
Foto: Windows)

O diretor nacional de Cultura do Uruguai, Sergio Mautone, e o coordenador de museus do país, Javier Royer, expressaram profundo pesar pelo incêndio que destruiu quase 90% do acervo do Museu Nacional.

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Em carta enviada às autoridades brasileiras, eles destacam que o incêndio arrasou "coleções de imensurável valor patrimonial e um edifício que foi testemunha e protagonista da história do Brasil e da região, que tinha 200 anos de história material da instituição e milhões de anos de história universal".

No texto, afirmam ainda que, em nome do governo uruguaio e de todos os museus do país, enviam aos trabalhadores dos museus brasileiros um "fraterno e solidário abraço" e se colocam à disposição para "colaborar no que considerarem oportuno".

A carta foi direcionada ao reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, ao diretor do Museu Nacional do Rio, Alexandre Kellner, e ao presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo.

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