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Bombeiros: Rompimento de barragem em Minas deixa 200 desaparecidos

Segundo a Vale, mineradora responsável pela barragem, a área administrativa, onde estavam funcionários, foi atingida, assim como a comunidade da Vila Ferteco

Brasil, Mariana, MG, 07/11/2015. Populares observam destruição causado pelo rompimento da barragem da Mineradora Samarco no subdistrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana (MG). - Crédito:MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:193631
Brasil, Mariana, MG, 07/11/2015. Populares observam destruição causado pelo rompimento da barragem da Mineradora Samarco no subdistrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana (MG). - Crédito:MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:193631
Foto: MÁRCIO FERNANDES

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais afirmou que cerca de 200 pessoas estão desaparecidas após o rompimento da barragem 1 da Mina Feijão, da mineradora Vale, em Brumadinho no início da tarde desta sexta-feira, 25.

Segundo a empresa, a área administrativa, onde estavam funcionários, foi atingida, assim como a comunidade da Vila Ferteco. A lama agora começa a chegar ao centro do município, pelo leito do Rio Paraopebas, que abastece 6 milhões de pessoas e é afluente do Rio São Francisco. Por enquanto, quatro pessoas foram socorridas e encaminhadas ao hospital.

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Um sistema de Comando de Operações foi estruturado no Centro Social do Córrego do Feijão, nas proximidades do campo de futebol e da igreja católica da cidade. Em nota, os Bombeiros informaram que “vários órgãos, principalmente de segurança pública, estão no local e em reunião neste momento definindo as estratégias de atendimento”.

ONDE FICA

O acidente aconteceu na altura do km 50 da Rodovia MG-040. Os bombeiros enviaram equipes com policiais civis e militares, com enfermeiros e medicamentos, além de cinco aeronaves e um helicóptero. Também foram acionados militares do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad).

 

Um grupo de cerca de 40 moradores faz buscas por parentes e amigos que desapareceram. As famílias estão em uma quadra coberta, no centro do município, ao lado do escritório de crise montado pela mineradora Vale. No local, equipes recolhem nomes de possíveis desaparecidos.

Esses familiares reclamam da falta de informações. "Falaram para a gente vir para cá, mas não falam nada, não dão nenhuma informação. Estamos agoniados, completamente desesperados por notícias de nossos parentes e amigos", afirmou a dona de casa Márcia Oliveira, que aguarda informações de irmão e de sobrinhos.

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