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Correntezas deixam quatro mortos em Itatiaia, interior do Rio

Afogamentos de domingo ocorreram devido a cabeça d'água

  Cabeça d'água em Itatiaia (RJ)
Cabeça d'água em Itatiaia (RJ)
Foto: Reprodução/Facebook

Fortes correntezas deixaram quatro mortos neste final de semana em Itatiaia, cidade a 180 km da capital do Rio de Janeiro, na divisa com Minas Gerais.

Na tarde de sábado (19), duas pessoas da mesma família morreram afogadas em uma propriedade particular conhecida como Fazenda Aleluia. O guarda municipal da cidade Renildo Máximo Barbosa, 54, tentou socorrer o sobrinho, Nicolas Alexandre Alves, 16, mas nenhum dos dois resistiu.

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Na tarde de domingo (20), uma cabeça d'água também provocou a morte de José Soares, 55, que foi encontrado preso a uma árvore na mesma noite, e da jovem Júlia Machado Miranda, 18, achada na manhã desta segunda (21) a 300 metros do local onde aconteceu o incidente.

Diferentemente de uma tromba d'água, que significa um tornado formado sobre a água doce ou salgada, a cabeça d'água é caracterizada por uma abrupta elevação do nível do rio após fortes chuvas na sua cabeceira.

A chuva começou no Parque Nacional do Itatiaia, localizado na Serra da Mantiqueira, e durou mais de uma hora. Ela gerou uma cheia repentina no rio Campo Belo, atingindo uma área com cachoeira em que moradores e turistas costumam se banhar, chamada de Paraíso Perdido. 

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) informou que, por se tratar de pancadas de verão, as precipitações costumam ser intensas em um curto período de tempo e muito localizadas e, por isso, o órgão não tem um registro do quanto choveu no local.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as buscas começaram às 18h45 e pararam à noite, por causa da baixa visibilidade. Elas foram retomadas às 7h desta segunda (21) e se encerraram por volta das 11h, pois não houve mais notificações de desaparecimento de parentes.

A Prefeitura de Itatiaia disse em nota que "se solidariza com os familiares neste momento de perda e dor". Também informou que a Defesa Civil da cidade deu suporte aos bombeiros e a Guarda Civil fez o controle do acesso ao local, e que uma psicóloga do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) acompanhou os familiares das vítimas.

O município afirmou que fixou, em 2017, placas de alerta nos balneários e cachoeiras para sinalizar os principais pontos com índices de acidentes, incluindo cheias repentinas, correnteza forte e pedra escorregadia, além do perigo de saltos e a ausência de salva-vidas nos locais.