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Brumadinho: 100 dias após rompimento, bombeiros continuam buscas

Até o momento, 235 mortes foram confirmadas e 35 pessoas seguem desaparecidas

Tragédia causada pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte
Tragédia causada pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte
Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

O Corpo de Bombeiros completa neste sábado (4), 100 dias de buscas na região atingida com o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Até o momento, 235 mortes foram confirmadas e 35 pessoas seguem desaparecidas. Um total de 70% da localização de vítimas foi feita com a ajuda de cães farejadores.

O porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, voltou a afirmar na sexta-feira, 3, que as operações de buscas prosseguem por tempo indeterminado. "O compromisso assumido desde o início é de que ficaríamos aqui pelo tempo necessário e que só terminaríamos as operações sob duas hipóteses: encontrarmos todos os desaparecidos ou não haver condições biológicas de avançarmos nas buscas devido ao avançado estágio de decomposição de alguns corpos". A barragem rompeu em 25 de janeiro.

Até o momento foram feitas cerca de 600 localizações de corpos e segmentos. O total, porém, inclui restos de animais. Conforme o tenente Aihara, até o momento cerca de 40 cães farejadores já atuaram no resgate de corpos em Brumadinho. Há um rodízio para que as condições físicas desses animais sejam preservadas, feito em parceria com outros Estados. Também na sexta-feira, seis cães atuam em Brumadinho, parte do grupo foi enviado de Mato Grosso e Sergipe.