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Agência de transporte aprova prorrogar duas concessões de ferrovias da Vale

A EFVM (Estrada de Ferro Vitória a Minas) e a EFC (Estrada de Ferro Carajás) são as únicas rotas regulares de transporte de passageiros no país

Trem da Estrada de Ferro Vitória-Minas
Trem da Estrada de Ferro Vitória-Minas
Foto: Agência Vale/Arquivo

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou a prorrogação dos contratos das duas concessões de ferrovias da Vale que transportam passageiros no país. Para ser efetivada, porém, ainda é preciso a aprovação de outros órgãos.

A EFC (Estrada de Ferro Carajás) e a EFVM (Estrada de Ferro Vitória a Minas) são as únicas rotas regulares de transporte de passageiros em linhas férreas no país –as demais são turísticas.

A aprovação de relatórios das audiências públicas e documentos jurídicos ocorreu em reunião colegiada da diretoria da ANTT realizada na última semana. De acordo com a agência, foram recebidas 1.015 contribuições da sociedade, em reuniões presenciais e por e-mail.

Com a prorrogação, devem ser antecipados investimentos, que seriam feitos apenas a partir de 2027.

“Os benefícios esperados, ampliando o contrato por mais 30 anos, serão a obrigatoriedade de investimentos em segurança e o aumento de capacidade, que serão pactuados pela ANTT”, diz trecho de comunicado da agência.

A Carajás, inaugurada em 1985, tem 892 quilômetros de extensão e liga a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás (PA), ao porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).

Segundo a Vale, em seus trilhos são transportados 350 mil passageiros por ano, além de 120 milhões de toneladas de carga.

Já a Vitória-Minas tem 905 quilômetros de extensão e transporta 1 milhão de passageiros por ano, além de minério de ferro da Vale e cargas como carvão e produtos agrícolas.

A Vale obteve em junho de 1997 a concessão da exploração do transporte de cargas e passageiros nos dois trechos, efetivadas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Agora, segundo a ANTT, os documentos seguirão para o Ministério de Infraestrutura e, depois, para o TCU (Tribunal de Contas da União).