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Manifestação "Grito dos Excluídos" ocupa orla de Camburi, em Vitória

Com um grande tecido marrom e vários peixes de papel colados, o grupo se manifestou contra a Samarco

Dezenas de pastorais sociais da Igreja Católica, movimentos sociais, associações e sindicatos foram às ruas, na manhã desta quarta-feira (7), exigir justiça e providências sobre o desastre socioambiental do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que contaminou o Rio Doce no ano passado.

O ato, realizado na Avenida Dante Micheline, em Vitória, compôs o “Grito dos Excluídos”, manifestação tradicionalmente realizada no feriado de 7 de setembro.

De acordo com a organização do protesto, representada pela Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória e pelo Fórum Capixaba em Defesa da Bacia do Rio Doce, 5 mil pessoas participaram. A Guarda Municipal contabilizou 2 mil participantes. O ato foi pacífico.

Os participantes caminharam do píer de Iemanjá até a Mata da Praia com 500 metros de tecido marrom, com peixes de papel colados, simbolizando o Rio Doce.

Eles também carregaram um caixão simbolizando o rio e cruzes com os nomes das vítimas do desastre escritos.

A manifestação também reuniu grupos que têm realizado protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB).

No trio elétrico que conduzia os participantes, predominaram os discursos em defesa do meio ambiente, mas lideranças que conduziam o ato também criticaram Temer e o governador Paulo Hartung (PMDB).  O ato foi encerrado por volta das 11h30.

Com informações de Natália Devens

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