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Escola de samba da Praia do Canto quer desfilar no Sambão

Agremiação quer voltar ao Carnaval de Vitória em um terceiro dia de desfiles

Integrantes da Mocidade da Praia querem repetir no ano que vem o sucesso das décadas de 1970 a 1990
Integrantes da Mocidade da Praia querem repetir no ano que vem o sucesso das décadas de 1970 a 1990
Foto: Fernando Madeira

Fundada em 1972 a escola de samba Mocidade da Praia, formada por moradores da Praia do Canto, brilhou na avenida do samba do Carnaval de Vitória entre as décadas de 1970 e 1990. Vinte e cinco anos depois do último desfile, realizado em 1993, a agremiação quer voltar a desfilar e viver novamente dias de glória. A intenção é se apresentar no domingo, já no carnaval 2018, com outras escolas tradicionais que querem um terceiro dia de desfiles no Sambão do Povo. A festa de lançamento da escola acontece no próximo sábado.

“Em 1993, por falta de apoio do poder público, as escolas decidiram paralisar os desfiles. Em 1998 elas voltaram a desfilar na Avenida Jerônimo Monteiro. Em 2002 voltaram a desfilar no Sambão do Povo, mas a Mocidade da Praia acabou se perdendo e não conseguiu voltar”, explica o empresário e presidente da escola, Luciano de Paula Pires.

Atualmente, as escolas do Grupo de Acesso desfilam na sexta-feira, enquanto as do Grupo Especial desfilam no sábado. A proposta da recém criada Federação Capixaba das Escolas de Samba (Fecapes), à qual a Mocidade da Praia está filiada, é criar mais um dia de desfiles, o domingo, que atenderá às escolas do Grupo B.

A Mocidade da Praia quer retornar à avenida como manda o figurino, para isso, os preparativos estão à todo vapor. Há pelo menos um mês, todas as terças-feiras, estão sendo realizados ensaios técnicos em frente ao barracão que funciona na Associação de Pescadores da Praia do Canto.

Cerca de 350 pessoas compõem a agremiação, mas segundo o presidente a pretensão é levar para a avenida um total de 1,2 mil.

“Novos integrantes irão se unir a gente à medida que as coisas forem acontecendo. Mas já temos os setores todos formados, incluindo diretoria, bateria, mestre de bateria, ala de passistas, baianas entre outros”.

Quanto ao enredo ele faz suspense, mas adianta que será uma reedição de um sucesso da década de 1980. O número de carros também está indefinido.

Luciano não esconde a ansiedade em ver de novo na avenida a escola do coração. “O meu pai já foi presidente da escola, então voltar a desfilar nos traz muito orgulho. Temos certeza que vai dar tudo certo. Vamos fazer um bom retorno, ainda temos muito trabalho, mas o apoio das pessoas tem sido encorajador para nós”, diz.

Proposta de um ingresso para três dias

Além de pretender a criação de um terceiro dia de desfiles, a Federação Capixaba das Escolas de Samba (Fecapes), também quer a venda casada de ingressos para o carnaval 2018.

Segundo o presidente Carlos Alberto de Assunção, mais conhecido como Mestre Picolé, tanto a venda casada de ingressos quanto os desfiles no domingo, serão decididos após a eleição do próximo presidente da Liga Espírito-Santense das Escolas de Samba (Lieses), no início de junho.

“Assim, a pessoa que comprar um ingresso, terá o direito de prestigiar os três dias de desfiles”, adianta.

Mestre Picolé conta que a princípio as escolas que integram a Fecapes, intituladas por ele como Grupo B, desfilarão no domingo e disputarão entre si, sendo que a campeã, desfilará no Grupo de Acesso no carnaval 2019. Um regulamento está sendo elaborado, e está tendo como base o regulamento das escolas do Grupo de Acesso.

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