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Vídeo: Exército faz homenagem a capixaba morto em acidente aéreo

A família de Olavo Perim Galvão informou que o corpo do biólogo será cremado no cemitério Parque da Paz, na Serra, nesta quinta-feira (6)

Olavo Galvão
Olavo Galvão
Foto: Facebook

O corpo de Olavo Perim Galvão, de 35 anos, vítima da queda de um avião em Roraima, saiu de Boa Vista, na tarde desta quarta-feira (5). Um avião foi fretado pela Força Aérea Brasileira para trazer o corpo ao Espírito Santo. A família informou que o corpo de Olavo será cremado no cemitério Parque da Paz, na Serra, nesta quinta-feira (6), às 11 horas.

Coroas de flores, salva de tiros e uma bandeira do Brasil em cima do caixão foram alguns dos detalhes da homenagem feita pelo Exército Brasileiro ao biólogo. Veja o vídeo:

 

O acidente aéreo aconteceu nesta segunda-feira (3), por volta das 11h30. Olavo e outros três funcionários do Ibama estavam a bordo de um avião da Paramazônia Táxi Aéreo fretado pelo Exército Brasileiro, que caiu logo após levantar voo no município de Cantá, no Norte de Roraima. Uma pessoa sobreviveu e foi internada em estado grave.

LUTO EM VITÓRIA

Funcionários do Ibama do Espírito Santo prestaram uma homenagem ao servidor Olavo Perim Galvão, na sede do órgão em Vitória. Uma faixa escrito "LUTO" foi pendurada na frente do prédio.

Faixa foi pendurada em frente à sede do órgão em Vitória
Faixa foi pendurada em frente à sede do órgão em Vitória
Foto: Reprodução / TV Gazeta

MPF INVESTIGA EMPRESA

O MPF informou na noite desta terça-feira (4) que abriu procedimento investigatório para apurar as circunstâncias dos dois acidentes envolvendo aeronaves da empresa Paramazônia Táxi Aéreo Ltda.

Em 20 dias dois aviões da Paramazônica caíram em Roraima. O primeiro foi dia 14 de junho, quando o monomotor pilotado por Elcides Rodrigues Pereira, de 64 anos, o 'Peninha, deu pane ele teve de fazer um pouso forçado no rio em meio a selva amazônica. Ele morreu após o dono da própria empresa tentar resgatá-lo. O segundo foi o dessa segunda (3), quando o monomotor caiu logo após a decolagem.

Olavo era natural de Castelo e trabalhava para o Ibama no Espírito Santo há quatro anos. Ele participava de missões no Norte do país contra o desmatamento e o garimpo ilegal.

PAIXÃO PELO TRABALHO E PELO FUTEBOL

“Olavo amava muito o que fazia. Ele tinha muita garra. Acreditava que ia defender a Amazônia. Ele morreu defendendo, lutando contra o desmatamento. Ele acreditava muito no trabalho do Ibama”, lembra a irmã dele, a nutricionista oncológica Olívia Galvão De Podesta, 38.

O futebol era a grande paixão do biólogo. “Olavo era vascaíno doente. Em uma brincadeira de família ele disse que, se morresse, era para cremarmos o corpo dele e jogarmos as cinzas no São Januário”, lembra Olívia.

Olavo, que morou em Toronto, no Canadá, por quatro meses para aprimorar o inglês, era o filho mais novo de cinco irmãos, de acordo com Olívia. “Ele era jovem, bonito, bem casado, não tinha medo de nada, um cara de bom coração. Está sendo um momento muito difícil”, conta.

Olavo Galvão acreditava no trabalho do Ibama e que podia contribuir para um Brasil melhor
Olavo Galvão acreditava no trabalho do Ibama e que podia contribuir para um Brasil melhor
Foto: Facebook

“ELE ACREDITAVA QUE PODIA FAZER UM BRASIL MELHOR”

Muito abalado, Jorge Galvão, irmão de Olavo Perim Galvão, 35 anos, contou que o biólogo era um grande idealista nas causas de preservação de meio ambiente.

Como a família ficou sabendo da notícia?

A superintendência do Ibama entrou em contato com um dos meus irmãos contando.

Como o Olavo era como pessoa?

Ele era o mais novo de cinco irmãos. Tinha casado há dez meses e sempre foi muito família. Meus pais são de Castelo e ele sempre ia lá nos fins de semana.

Ele tinha sonhos?

Ele tinha costume de fazer essas viagens rodando o Brasil inteiro lutando em uma causa perdida, que é fiscalizar o desmatamento. Meu irmão era um idealista. Ele sonhava vencer na profissão e amava o que fazia. Ele acreditava que podia fazer a parte dele por um Brasil melhor, levando a conscientização da importância de preservar as matas.

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