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Índice de mortes violentas no ES é o menor em 24 anos, diz professor

Redução das mortes no Estado representa avanços significativos

Foto: Pixabay

Os números ainda não são para se comemorar, mas na avaliação do professor do mestrado em Segurança Pública da UVV, Pablo Lira, a redução das mortes violentas no Espírito Santo – que soma homicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais – representam significativos avanços. O especialista lembra que a tendência de queda é sólida e já vem sendo observada desde 2009, quando a mesma taxa chegava a ser de 56 a cada 100 mil habitantes.

“A taxa de 32,6 mortes violentas a cada 100 mil habitantes registrada em 2016 ainda é elevada se comparada ao parâmetro da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece como tolerável para estados ou países uma taxa inferior a 10 homicídios a cada 100 mil habitantes. Mas, ainda assim, o Estado foi um dos que mais tiveram redução, indo na contramão do Brasil”, explica.

Pablo também ressalta que esta é a menor taxa já registrada nos últimos 24 anos, de acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Saúde. O professor atribui a melhora à adoção de novas políticas públicas. “Na década de 90, a política era basicamente de policiamento. Hoje, há uma compreensão da necessidade de melhorias sociais, na saúde, na educação, na habitação e no planejamento urbano, além dos investimentos na polícia. O que falta é um maior envolvimento dos poderes judiciário e legislativo”, ressalta.

Apesar disso, o Estado ainda é um dos líderes em taxas como as de tentativas de homicídio e de tráfico de drogas. O dado é preocupante, mas também se justifica pela qualidade dos registros policiais do Estado, que, segundo Pablo, são melhores do que os de outros locais, em especial nas regiões Norte e Nordeste. “Os registros de segurança pública não são padronizados no Brasil e isso resulta em subnotificações”, esclarece.

Foto: A Gazeta

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