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Integração do Transcol em Vila Velha sai em 90 dias

Sanremo deixa de operar no município, segundo o secretário de Transportes e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli

Foto: Aglisson Lopes

O município de Vila Velha passará a integrar o Transcol em 90 dias. As empresas operadoras do sistema serão responsáveis pelas linhas que atendem a cidade, serviço que hoje é também realizado por uma empresa local, a Sanremo.

A estimativa é do secretário de Transportes e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli, diante do avanço nas negociações entre Estado e prefeitura, especialmente na área jurídica. O entendimento a que se chegou, com base no processo de concessão de 2014, é que a operação deve ser realizada pelas empresas dos dois consórcios que venceram a licitação naquele ano. A Sanremo não faz parte desse grupo. "A licitação foi feita de forma tal que os consórcios têm direito de atuar em Vila Velha e, agora, o município vai nos autorizar a operar por lá", afirma Paulo Ruy.

Nesta quarta-feira, de acordo com o secretário, será definido um cronograma com tudo o que precisa ser preparado nesse prazo para que, efetivamente em 90 dias, Vila Velha esteja integrada ao Transcol.

Em relação a Vitória, Paulo Ruy diz que ainda não é possível estabelecer um prazo, mas que as negociações também estão em andamento e estudos estão sendo realizados . "Em Vila Velha vai acontecer primeiro porque o sistema é bem menos complexo e porque o Transcol, em grande parte, já atua por lá tornando a integração mais fácil."

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O secretário fez questão de ressaltar que não há privilégio para um município em detrimento de outro. "Não há tratamento diferenciado entre Vitória e Vila Velha, mas uma condição diferente para a realização da integração", declara. 

A integração de Vila Velha ao sistema foi anunciada nesta terça-feira (27) pelo governador Paulo Hartung, em evento com lideranças do município, como uma parceria do governo com a prefeitura. 

OUTRO LADO

O secretário Prevenção e Combate à Violência e Trânsito de Vila Velha, coronel Oberacy Emerich Júnior, confirma que o município assinou um protocolo de intenções com a Secretaria Transportes e Obras Públicas (Setop), em maio do ano passado, para que o Transcol operasse na cidade. "Quando o processo for finalizado, o prefeito Max Filho e o governador Paulo Hartung terão que assinar um documento para finalizar o que for acordado", destacou.

Segundo Oberacy nas negociações feitas com o governo estadual dois pontos são de importância para a cidade de Vila Velha. O primeiro deles é que as chamadas linhas deficitárias sejam atendidas. Em geral elas atendem locais distantes e com poucos passageiros. É o caso, segundo Emerich, de localidades como Córrego Sete e outras áreas rurais da cidade, não atendidas hoje pela empresa que opera o sistema municipal. "A Sanremo já foi até multada, mas estas linhas não estão previstas não contrato", relatou.

Ele também concorda com a saída da empresa Sanremo da operação do Transcol. "Fizemos o possível para incluí-la no sistema, mas, se não for possível, o atual contrato, que é precário, será encerrado. O que está acima de todas as negociações é o serviço a ser prestado para a comunidade, que não pode ficar no prejuízo", explicou. A única exigência do prefeito, acrescenta, é de que não haja demissões neste processo. "Fato que terá que ser contemplado nas negociações", destacou.

Em Vitória, onde o protocolo de intenções para a integração do município ao Transcol também foi assinado, o processo está um pouco mais lento, mas o estudo deve ser concluído em 90 dias, como relata o secretário de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória, Tyago Hoffman. "Mas a encampação do serviço, efetivamente, vai depender de uma decisão política do Estado", adiantou.

Ele aposta na integração como saída para o transporte público na Capital, destacando que nos últimos anos houve perda de quase metade dos passageiros. O desafio, na Capital,  é viabilizar o atender das áreas de morro e mais afastadas. "Mas os estudos que estão sendo realizados, com técnicos  do Estado e do município, vão contemplar soluções inteligentes", assinala.

Dentre elas podem estar a realização de baldeações em alguns pontos da Capital, garantidas por tempos disponibilizado na bilhetagem eletrônica, que na prática substituiriam os terminais existentes em outras cidades. "Modelo que já é adotado em outras cidades capixabas", explica Hoffman.

 

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