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Prefeitura vai enviar conta dos prejuízos a organizadores de blocos

"Vamos apresentar essa conta aos responsáveis pelos eventos não autorizados", disse o prefeito Luciano Rezende

Bloco pós-carnaval realizado no Triângulo das Bermudas, em Vitória, não tinha autorização da prefeitura
Bloco pós-carnaval realizado no Triângulo das Bermudas, em Vitória, não tinha autorização da prefeitura
Foto: Carlos Alberto Silva

Parece que a conta de todo os problemas gerados com os blocos pós-carnaval realizados sem autorização, em Vitória, vai chegar aos seus organizadores. Pelo menos é o que garante o prefeito da cidade, Luciano Rezende, que fez uma publicação no Instagram, na manhã deste domingo (18).

"Desde às 5 horas da manhã, os nossos heróis garis estão limpando e lavando a cidade com água não-tratada e detergentes biodegradáveis", escreveu Luciano, enaltecendo o trabalho dos servidores municipais para, em seguida, fazer a cobrança: "Estamos levantando também os custos e prejuízos em depredações de lixeiras, bancos, canteiros, etc. Vamos apresentar essa conta aos responsáveis pelos eventos NÃO autorizados. Porque essa despesa é paga por todos nós!", completou.

O alerta de cobrança da conta com os prejuízos já havia sido levantado pelo secretário de Segurança Urbana de Vitória, Frônzio Calheira Mota: “Quem convocou pode ser responsabilizado dependo do incidente. Vai depender da investigação. Quem investiga é a Polícia Civil. A prefeitura investiga danos contra o patrimônio público”, disse Frônzio ao Gazeta Online, no sábado (17).

Bloco pós-carnaval

O bloco de pós-carnaval Encontro das Sereias reuniu centenas de foliões, na tarde deste sábado (17), no Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, em Vitória. Entretanto, sua realização não foi informada oficialmente à prefeitura da Capital.

“Esse evento não foi programado, e por isso a Guarda Municipal não planejou interdições para o trânsito. Acontece que a prefeitura monitorou, e nossos agentes se encontram no local acompanhando. O direito de reunião é constitucional. As pessoas podem se reunir, desde que desarmadas. O município não pode proibir, pois é um direito”, disse o secretário.

Frônzio Calheira destaca que quando o bloco é autorizado, a prefeitura e a Polícia Militar se planejam para minimizar os impactos para moradores, motoristas e participantes. “Quando o bloco pede autorização, é feito todo um aparato para dar maior tranquilidade para os moradores e participantes. No Triângulo, não foi. Estamos com o efetivo que tenta minimizar os impactos”, afirmou o secretário.

 

 

 

 

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