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Por dentro do Cais das Artes: vídeo mostra o nível do abandono

A obra está parada desde maio de 2015 e desde então é objeto de disputas judiciais. Enquanto não há uma decisão, os equipamentos sofrem ação da maresia

Uma visita realizada pela comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, na tarde desta quarta-feira (14), mostrou muita ferrugem e abandono no canteiro de obras do Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória. A imprensa foi chamada para o anúncio da visita, mas foi proibida de entrar no imóvel.

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A obra está parada desde maio de 2015 e desde então é objeto de disputas judiciais. O Gazeta Online já mostrou imagens de corrosão, rachaduras e aparelhos estragados feitas durante uma perícia em outubro de 2016.

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O deputado Josias Da Vitória (PPS), vice-presidente da Comissão de Cultura, informou que vai entrar com uma denúncia no Ministério Público Estadual e no Ministério Público de Contas contra o Estado, que é responsável pela obra. Serão enviadas na denúncia todas as fotos e vídeos capturados durante a visita.

ABANDONO

A perícia foi pedida pelo consórcio Andrade Valladares-Topus e faz parte demanda judicial da empresa, que assumiu a obra após a mineira Santa Bárbara, que começou o projeto em 2010, falir. O consórcio diz ter fica no prejuízo com a obra.

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O laudo tem objetivo de apurar o real cenário da obra e detalhar gastos e investimentos entre o consórcio e o Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo (Iopes).

A deterioração observada durante a perícia se deve à proximidade com o mar e consequente exposição dos materias à maresia. A perícia alerta que providências urgentes devem ser tomadas para que os equipamentos no local sejam protegidos contra erosão.

“Além dos equipamentos instalados e estocados, existem inúmeros materiais metálicos estocados nos almoxarifados do canteiro de obras do Cais das Artes que estão sujeitos à corrosão devido à proximidade com o ambiente marinho”, diz o texto pericial.

O documento sugere que as obras sejam retomadas imediatamente para que os custos com recuperação dos equipamentos não aumentem ainda mais. Mas não detalha quanto dinheiro precisaria ser gasto para o reinício.

 

 

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