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Infraero diz que não falta combustível no Aeroporto de Vitória

12 aeroportos do país já não têm mais querosene para abastecer aviões, mas, segundo Infraero, o Aeroporto de Vitória não é um deles

Aeroporto de Vitória ficou sem combustível nesta sexta (25)
Aeroporto de Vitória ficou sem combustível nesta sexta (25)
Foto: Vitor Jubini

Por conta da greve dos caminhoneiros que já dura seis dias e a falta de abastecimento de gasolina e diesel em todo o país, os aeroportos do Brasil inteiro têm enfrentado dificuldades no funcionamento. Voos foram cancelados e planos de contingência foram feitos para tentar driblar a greve.

O Aeroporto de Vitória ficou sem combustível nesta sexta-feira (24), mas a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) garantiu que o aeroporto está em monitoramento e que não falta querosene para as aeronaves.

Por contato via telefone, a empresa confirmou que o funcionamento está normal no Aeroporto de Vitória, mas a assessoria da Infraero se negou a enviar uma nota oficial ao Gazeta Online.

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Às 15h30, a empresa publicou uma nota oficial no site divulgando aeroportos que estão com falta de combustível até o momento. São eles: Carajás (PA), São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Ilhéus (BA), Palmas (TO), Goiânia (GO), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Refice (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Joinville (SC).

"Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. Aos operadores de aeronaves, a empresa orienta que planejem seus voos de acordo com a disponibilidade de combustível na rota pretendida. A Infraero compreende o direito de manifestação, mas entende que os protestos devem ocorrer sem afetar o direito de ir e vir das pessoas, bem como a segurança das operações aeroportuárias", diz um trecho da nota.

COMPANHIAS AÉREAS

O Gazeta Online entrou em contato com as companhias aéreas que atuam no Aeroporto de Vitória para saber quais são as orientações para os clientes.

AZUL

A Azul informou que está atualizando todas as informações sobre a crise de abastecimento de combustível nos aeroportos por meio de uma página que pode ser acessada clicando aqui.

A companhia disponibiliza para os clientes impactados pela greve o cancelamento ou a remarcação do bilhete para voar até o dia 31 de maio. As alterações devem ser realizadas pela central de atendimento da Azul, nos telefones 4003-1118 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-887-1118 (demais localidades).

LATAM

A companhia disse que os clientes dos voos cancelados "estão recebendo toda a assistência necessária". Os demais passageiros podem verificar e confirmar a situação de seus voos na página que pode ser acessada clicando aqui.

GOL

A empresa afirma que "segue trabalhando a fim de minimizar impactos aos seus clientes, aplicando medidas de contingência em toda sua operação". Segundo a companhia, os passageiros que foram impactados por possíveis cancelamentos poderão procurar a GOL para remarcar suas viagens. Não serão cobradas taxas para estes casos.

Também é possível solicitar reembolso ou crédito integral das passagens pelos canais de atendimento da empresa: site, aplicativo ou pelo telefone da central de atendimento (0300 115 2121 e 0800 704 0465). A GOL reiterou que está "trabalhando para manter sua operação dentro da normalidade".

AVIANCA

A Avianca Brasil informou que "permanece avaliando de perto a situação relacionada ao abastecimento de combustível em cada um dos aeroportos em que atua e que, infelizmente, precisou realizar alguns cancelamentos". A empresa, no entanto, não disse quantos voos foram cancelados no Aeroporto de Vitória.

A companhia orientou a seus clientes com voos programados para esta sexta-feira e para os próximos dias que acompanhem possíveis atualizações pelo site da empresa que pode ser acessado clicando aqui. Além disso, a Avianca Brasil também informou que clientes impactados pela greve podem entrar em contato pelo número 4004-4040 para remarcar passagens para novos voos até o dia 5 de junho. Não serão cobradas taxas para estes clientes.

Por fim, a empresa destacou que os cancelamentos realizados "foram necessários para garantir, acima de tudo, a segurança das operações".

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