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"Decisão de sair do morro é de livre arbítrio", diz comandante da PM

A situação ocorre após o assassinato de Walace de Jesus Santana, de 26 anos

O coronel falou que desde domingo mais de 60 policiais militares estão fazendo o patrulhamento na comunidade
O coronel falou que desde domingo mais de 60 policiais militares estão fazendo o patrulhamento na comunidade
Foto: Marcos Fernandez

O comandante da Polícia Militar no Espírito Santo, coronel Alexandre Ramalho, disse, em entrevista à Rádio CBN Vitória (92,5 FM), que a decisão de algumas famílias de saírem da Piedade por se sentirem inseguras é de “livre arbítrio” delas. O coronel afirmou que, desde domingo (10), mais de 60 policiais militares estão fazendo o patrulhamento na comunidade por escala, por meio de vários batalhões.

A situação ocorre após criminosos assassinarem Walace de Jesus Santana, de 26 anos, e atearem fogo no imóvel. A vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas, segundo familiares. O comandante da PM falou que a polícia tem um planejamento e faz o patrulhamento no local constantemente durante a semana e que, quando há situações com a que ocorreu no final de semana, a equipe é mobilizada em maior quantidade.

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Ramalho declarou que a Polícia Militar e a Polícia Civil precisam do apoio da população para poder trabalhar no bairro durante a ocupação que acontece e que não há motivo para ter medo. “Lamentamos a decisão das pessoas de saírem do morro, mas isso é do livre arbítrio da pessoa, que se sente insegura. Mas é por parte dela. A PM está fazendo seu trabalho”, garantiu. As denúncias podem ser feitas por meio do 181. "O sigilo é absoluto", disse. 

LEGISLAÇÃO

Alexandre Ramalho mais uma vez culpou a legislação e vários fatores para a situação chegar como está em alguns morros do Estado. Na semana passada, um criminoso foi preso com um fuzil de fabricação americana no Morro do Macaco, em Vitória. “Todas as características do crime na Piedade levam para motivação do tráfico de entorpecentes. A Polícia Militar vem fazendo seu trabalho. Precisamos discutir além do que a PM tem que fazer”, salientou.

“Estamos trabalhando também por intermédio da Escola Viva, do Ocupação Social. E isso também tem a ver com mães novas que colocam filhos no mundo sem nenhuma estrutura social. É um conjunto de assuntos a serem tratados em uma agenda nacional”, completou.

Sobre o trabalho da Polícia Militar, Ramalho explicou que, neste ano, mais de uma tonelada de maconha foi apreendida pela PM no Estado, além de 50 mil buchas do mesmo entorpecente, 8 mil papelotes de cocaína, 37 mil quilos de cocaína, 1100 armas. “Além disso, 15 mil pessoas foram detidas para as delegacias. Temos números para mostrar para a sociedade nosso trabalho”, declarou.

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