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Câmeras em Vila Velha poderão identificar pessoas com mandado de prisão

Os dados serão captados com o banco de informações da Polícia Civil, que também poderá ter acesso às informações

Câmera em Vila Velha vai ser usada para fiscalização
Câmera em Vila Velha vai ser usada para fiscalização
Foto: Caíque Verli

Antes previsto para ser inaugurado esse mês, o cerco eletrônico de Vila Velha deve demorar um pouco mais para sair do papel, mas deverá ser bem mais tecnológico do que estava sendo estudado. O sistema que a prefeitura estuda poderá até identificar rostos de pessoas com mandados de prisão e situações de tráfico de drogas em tempo real.

O software é parecido com o que foi utilizado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. De acordo com o secretário de Defesa Social e Trânsito, Coronel Oberacy Emmerich Júnior, empresas de São Paulo e do Rio de Janeiro estão apresentando as inovações.

“A gente estava com um projeto praticamente pronto, mas esse cerco digital dá acesso a placas apenas. Me aprofundei e vi que existem tecnologias muito mais importantes e que te permitem usar toda a captação de imagem, tudo o que passa pelo videomonitoramento”, explicou.

Com a programação, além das placas de carros, o software reconhece os rostos de pessoas com mandados e situações de crimes acontecendo na cidade. Os dados serão captados com o banco de informações da Polícia Civil, que também poderá ter acesso às informações da Prefeitura. Um alarme é disparado e com isso a central de videomonitoramento aciona a Guarda Municipal, a Polícia Militar ou a Polícia Civil.

No próximo mês o secretário viaja para São Paulo para estudar a tecnologia em duas empresas. A prefeitura pretende lançar um edital até o final do ano. A pretensão é que esse cerco comece a funcionar já no próximo ano.

Hoje existem cerca de 70 câmeras em operação em Vila Velha, boa parte delas ainda analógicas. Com o cerco, novas câmeras serão instaladas. Além disso, o sistema permite a colaboração de câmeras de condomínios e casas. “Caso um proprietário queira disponibilizar a câmera que está virada para a rua - tendo uma conexão via internet - conseguimos usar no sistema, sem necessidade de fibra ótica”, declarou.

A prioridade de instalação de novas câmeras será nas regiões onde hoje tem pouca cobertura, como Barra do Jucu, Ponta da Fruta e Terra Vermelha. O custo ainda está sendo calculado pela prefeitura, mas o valor não deve passar de R$ 1 milhão.

VITÓRIA ESTUDA SISTEMA QUE RECONHECE ARMAS

O município de Vitória hoje já tem um cerco eletrônico que reconhece placas de carros com restrição de furto e roubo. Até esta segunda-feira (16), 36 veículos foram recuperados. Há um estudo para a instalação de um software que também reconhece armas, brancas ou de fogo, como adiantou a coluna Leonel Ximenes.

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Um alarme vai disparar um alerta à central de segurança quando alguém sacar uma arma nas ruas de Vitória onde há câmeras ligadas ao sistema. Além disso, segundo o subsecretário de Tecnologia da Informação, Márcio Passos, até 10 mil situações podem ser programadas.

“Esse sistema vai ser instalado junto ao cerco e vai reconhecer até 10 mil ações suspeitas. Se ele saca uma arma de fogo posso programa reconhece, por exemplo. Não precisa alguém ficar 24 horas monitorando uma câmera. O sistema dispara um alarme para a central”, explicou.

Há também pretensão de instalar o mesmo sistema de reconhecimento facial em Vitória. “Estamos estudando ainda. É uma possibilidade, como acontece com as placas hoje”, acrescentou.

Ainda não existe uma previsão de quando o sistema vai começar a funcionar. “Já temos a infraestrutura. O que é estudado é a necessidade de mais equipamentos, uma rede de dados paralela, ou se podemos usar o que temos - mais de 200 câmeras além do cerco - e aperfeiçoar com mais inteligência”, detalhou o subsecretário.

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