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Justiça determina que urnas do Sindirodoviários sejam recolhidas

A comissão eleitoral teria suspendido a apuração dos votos por causa de uma suposta irregularidade

A apuração da eleição para o novo presidente do Sindirodoviários-ES foi marcada por confusão e suspensão da contagem dos votos
A apuração da eleição para o novo presidente do Sindirodoviários-ES foi marcada por confusão e suspensão da contagem dos votos
Foto: Divulgação

A Justiça determinou neste sábado (14) o recolhimento das urnas, votos, registros e documentos referentes à eleição do novo comando do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários), após a comissão eleitoral ter decidido pela suspensão da apuração.

O juiz do Trabalho substituto, Alvino Marchiori Junior, acatou o pedido do motorista Miguel Ferreira Leite, candidato a presidente pela chapa 3, que usou como argumento uma suposta tentativa de inviabilizar a sua eleição, uma vez que, no momento da suspensão da apuração, ele e seu grupo lideravam a contagem de votos. O material recolhido será levado para a Justiça.

A apuração dos votos começou por volta de 7h, mas pouco antes de 11h o presidente da comissão eleitoral, Roberto Argolo, comunicou aos membros das três chapas concorrentes – João Luiz Alves (1), Marcelo Cardoso dos Anjos (2) e Miguel Leite (3) – que a apuração havia sido adiada. Ele disse que havia uma suposta irregularidade em uma das 20 urnas usadas para recolher os votos dos rodoviários. De 5 mil autorizado a votar, metade participou da eleição.

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Segundo Argolo, a urna colocada na garagem da empresa Unimar, na Serra, teve 226 votos, mas a ata da seção eleitoral registrava 220 assinaturas. “Isso não pode acontecer, está errado. Por isso, decidi suspender a apuração. Vamos encaminhar tudo para o Ministério Público e esperar a decisão deles”, disse.

Mas a chapa liderada por Miguel Leite se antecipou e recorreu à Justiça, que determinou a apreensão de todo o material da eleição. O grupo faz oposição ao atual comando do Sindirodoviários, que está no poder há 14 anos. Participantes da chapa 3 protestaram contra a suspensão da apuração em frente ao Clube dos Oficiais, em Jardim da Penha, local onde acontecia a contagem dos votos.

O clima quente entre os participantes de chapas adversárias também foi visto nos últimos dias, quando até a PM foi usada para impedir que as desavenças eleitorais atrapalhassem a circulação de ônibus na Grande Vitória, na manhã de quinta e sexta-feiras.

(Com informações de Eduardo Dias, da CBN Vitória)

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