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Fotógrafo de A Gazeta ganha prêmio nacional de Direitos Humanos

Foto foi utilizada em série de reportagens do Gazeta Online sobre a vida no lixo, pessoas que tiram de lixões o sustento da família

Jocélia dos Santos, 33 anos, mostra uma pequena quantidade de arroz, feito no fogão a lenha, que será o almoço do dia dela e da filha Jaciele, 2 anos
Jocélia dos Santos, 33 anos, mostra uma pequena quantidade de arroz, feito no fogão a lenha, que será o almoço do dia dela e da filha Jaciele, 2 anos
Foto: Marcelo Prest | GZ

O fotógrafo Marcelo Prest, de A Gazeta, venceu o Prêmio Anamatra de Direitos Humanos, realizado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho. A categoria da premiação, desta vez, era "no mundo do trabalho" e o júri elegeu os vencedores nas categorias Cidadã, Imprensa e Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC). Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (24).

Marcelo disputou com finalistas da Folha de São Paulo e do jornal O Povo. O trabalho dele, intitulado "A fome como herança", trazia a foto de Jocélia dos Santos, de 33 anos, ao lado da filha Jaciele, de 2. Esta é uma família de São Mateus, região Norte do Estado, que participou da série "A Vida no Lixo", que mostrou a luta de trabalhadores que sobrevivem do lixo.

> ESPECIAL | A luta de trabalhadores para sobreviver do lixo

Marcelo Prest, Fotógrafo de A Gazeta
Marcelo Prest, Fotógrafo de A Gazeta
Foto: Vitor Jubini

Em conversa com o Gazeta Online, Marcelo compartilhou que já havia concorrido ao prêmio anteriormente, com tema sobre a seca no Espírito Santo. "É um prêmio desejado para reconhecimento profissional, e este foi um trabalho que participei do início ao fim, desde o desenvolvimento dele".

Na foto que fez Marcelo ganhar o prêmio nacional, Jocélia segura uma panela com um pouco de arroz feito no fogão a lenha com a sua filha ao lado. É possível ver detalhes do ambiente precário em que ambas vivem: uma casa de dois cômodos sem reboco e de piso de cimento. 

O fotógrafo detalhou um pouco sobre a experiência de acompanhar o dia a dia de uma família que trabalha e vive no lixão. "Chegamos lá, vimos a realidade da Jocélia e, assim, comecei a acompanhá-la. Ela foi fazer o almoço e eu vi que ela não tinha nada pra preparar além do arroz", contou.

"A gente trabalha com coisas ruins em uma rotina diária. Eu já conhecia essa realidade e já ajudava a Associação Casa Amarela. É de se espantar que essa realidade está viva e perto da gente. Tem gente que realmente passa fome", concluiu.

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