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Guarda durante socorro de bebê na Serra: 'Peguei no colo e acalentei'

Mãe da criança dirigia o carro quando sofreu um grave acidente na Avenida Norte Sul, na altura do bairro Colina de Laranjeiras, na Serra

A agente Neide, da Guarda Municipal da Serra, deu o exemplo de empatia e acalentou o bebê enquanto a mãe da criança estava presa às ferragens
A agente Neide, da Guarda Municipal da Serra, deu o exemplo de empatia e acalentou o bebê enquanto a mãe da criança estava presa às ferragens
Foto: Jailson Miranda | Facebook

Um acidente que deixaria qualquer mãe em pânico aconteceu nesta quarta-feira (8) pela manhã na altura do bairro Colina de Laranjeiras, na Serra. O veículo uma mulher de 34 anos dirigia, um Corsa Prata, capotou na pista após bater em um poste. Ela ficou presa às ferragens e o filho, um bebê de 6 meses que estava na cadeirinha de segurança, foi arremessado contra o para-brisa na colisão.

A mulher foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel (Samu) e encaminhada ao Hospital Dy. Jayme Santos Neves, também na Serra. Já o bebê de 6 meses não sofreu ferimentos graves e foi socorrido pela guarda municipal Neide dos Santos Ferreira, que mostrou um pouco sobre compaixão e empatia.

O acidente aconteceu na altura de Colina de Laranjeiras, na Serra
O acidente aconteceu na altura de Colina de Laranjeiras, na Serra
Foto: Jailson Miranda

A Guarda Civil Municipal (GCM) Santos - que é como Neide é identificada na guarnição - contou à reportagem do Gazeta Online que está na guarnição há um ano e sete meses. Ela disse que estava em um patrulhamento preventivo com a GCM Rúbia quando recebeu a informação de que tinha um carro que parecia estar entrando na mata do bairro, em direção a Barcelona.

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Ao seguir para a ocorrência e imaginar que poderia ser um possível assalto, a guarda contou que, ao se aproximar do acidente, percebeu do que se tratava. (veja vídeo abaixo, que foi filmado pelo GCM Dias)


"Alguém visualizou a criança e viu que ela tinha sido arremessada contra o vidro. Essa pessoa tirou a criança de dentro do veículo. Ela chorava muito e estava muito assustada. Foi aí que colocaram o bebê dentro da minha viatura", lembra.

Quando percebi que o bebê não tinha nenhum tipo de fratura, fiz o que qualquer um com o mínimo de sentimento faria: peguei no meu colo, a acalmei e acalentei

A profissional disse que o bebê estava muito assustado e com arranhões na cabeça. "Havia estilhaços de vidro na cabeça. Com muito carinho, fomos assoprando para retirar. O pai, que não estava no acidente e chegou no local um tempo depois, não teve condições de amparar a criança porque estava transtornado".

Neide contou que esperou o socorro do Corpo de Bombeiros, que foi acionado por volta das 9 horas para atender a ocorrência. A mãe do bebê, que não vai ter o nome divulgado, ficou presa às ferragens, porém, consciente. Ela pedia para ver o filho. 

Ela pediu para ver o rostinho dele. Esperei a autorização do Samu para levá-lo até a mãe. Não queria prejudicá-la de forma alguma

O bebê foi levado para o Apart Hospital, na Serra, onde passou por alguns exames. O pai da criança também prosseguiu até o hospital, onde, mais calmo, encontrou o filho mais tranquilo. A agente Neide informou que os médicos disseram que o estado da criança era estável.

Estamos com o sentimento de dever cumprido porque esse é o trabalho de um guarda municipal: diminuir as perdas, aliviar o sofrimento, trazer proteção e usar mais do que a gente aprende no curso de formação. Usar a empatia e colocar-se no lugar de quem está vulnerável no momento

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