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Um ano após crime, mãe de advogada morta por ex-noivo se apega à fé

Rogério Costa de Almeida estrangulou a ex-noiva, Gabriela Silva, e ainda deu ré no carro para simular que ela havia sido atropelada

Gabriela Silva morreu no dia 24 de agosto, em Laranjeiras, na Serra
Gabriela Silva morreu no dia 24 de agosto, em Laranjeiras, na Serra
Foto: Reprodução/Facebook

Sequestrada, morta e atropelada para simular um acidente. Há um ano, no dia 24 de agosto de 2017, a advogada Gabriela Silva de Jesus, de 24 anos, era assassinada pelo ex-noivo, Rogério Costa de Almeida. Para sobreviver aos 365 dias que se passaram desde a morte da filha, Fabiana Silva, de 45 anos, se apega à fé.

"Foi um ano muito difícil. A gente teve que se adaptar a não ter a presença dela conosco. Muito sofrimento, mas temos fé e a cada dia é isso que vai sustentando a gente e ajudando a seguir. Aguardamos que a justiça seja feita e que eles vão a júri popular", contou.

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Rogério e o amigo Alexandre Santos, que participou do crime, estão presos desde a noite do assassinato. Os dois tiveram o pedido de liberdade provisória negado em novembro do ano passado. Alexandre ainda teve um segundo habeas corpus negado nessa quinta-feira (23). O processo está em fase de alegações finais. O próximo passo será a decisão da juíza de levar ou não o caso a Júri Popular.

Para a mãe, a filha morreu porque se recusou a ceder às ameaças do ex-noivo. "Foi uma surpresa, a gente nunca esperava isso. Mas ele se vitimava na relação. Quando ela ia terminar o relacionamento, ele passava mal, desmaiava, fazia chantagem. Dessa vez ela não cedeu as chantagens dele e acabou perdendo a vida", diz Fabiana

Minhas filhas são minha vida, tenho muito orgulho delas. Gabriela era uma pessoa maravilhosa, excelente filha, excelente profissional, companheira. Ficam as melhores lembranças. Meu amor por ela é eterno Fabiana Silva, mãe de Gabriela

RELEMBRE O CASO

Para cometer o crime, Rogério Costa de Almeida contou com a ajuda do amigo Alexandre Santos de Souza. Um vídeo, divulgado pela Polícia Civil, mostrou que os dois rapazes se aproximam do prédio onde Gabriela morava, em Colina de Laranjeiras, na Serra, e estacionaram o veículo, um Fiat Idea, de forma que a mulher, ao andar na calçada, em direção ao ponto de ônibus, não percebeu que eles estavam ali. Quando a vítima saiu de casa para ir ao trabalho e se aproximou do carro, um dos bandidos rendeu a jovem e a empurrou para dentro do veículo.

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Gabriela foi mantida refém pela dupla até as 20 horas, quando ela conseguiu sair do veículo. A advogada chegou a pedir socorro, mas foi agredida com socos e chutes. Crianças presenciaram a vítima sendo estrangulada e jogada para dentro do veículo.

Por volta das 21h30, a perícia da Polícia Civil foi acionada por conta de um suposto atropelamento na Rua Monte das Oliveiras, em Colina de Laranjeiras, na Serra. No local, a perícia constatou que a vítima estava com marcas de estrangulamento. Após investigações, policiais chegaram até Rogério e Alexandre, que foram presos em flagrante.

Acusado atropelou corpo da ex para simular acidente

Gabriela e Rogério namoraram de fevereiro de 2012 até janeiro de 2017, quando, então noivos, terminaram a relação. Segundo a polícia, o crime teria sido cometido por causa de ciúmes, já que Gabriela estava em outro relacionamento e Rogério não aceitava.

Rogério foi preso acusado de assassinar a ex-noiva Gabriela Silva com a ajuda do amigo
Rogério foi preso acusado de assassinar a ex-noiva Gabriela Silva com a ajuda do amigo
Foto: Montagem | Gazeta Online

Preso enquanto, o acusado de matar a ex-noiva contou que Gabriela teria começado a gritar por socorro. A dupla de amigos abordou a vítima novamente, colocou ela de volta no carro e esganaram Gabriela. O corpo dela foi jogado na mesma rua. Para simular um acidente, Rogério deu ré no carro e passou com o veículo sobre o corpo da ex-noiva.

Rogério e Alexandre foram indiciados por sequestro, tortura e homicídio qualificado. As penas máximas destes crimes somadas chegam a 46 anos de prisão.

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