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Secretário nega comando do tráfico de drogas de dentro dos presídios

A informação é do Ministério Público Estadual (MP-ES), que contou contou com participação dos serviços de inteligência das polícias

Nylton Rodrigues rebateu a informação de que presidiário comanda aliados de dentro da prisão
Nylton Rodrigues rebateu a informação de que presidiário comanda aliados de dentro da prisão
Foto: Reprodução/TV Gazeta

O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa social, coronel Nylton Rodrigues, rebateu a informação do Ministério Público Estadual (MP-ES) de que bandidos estão comandando o tráfico de drogas de dentro dos presídios do Estado. Em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, Rodrigues, pediu que essa informação seja repassada aos órgãos de segurança.

“Nosso sistema penitenciário é exemplar, com critérios de segurança altamente confiáveis. Se o MP-ES sabe, que encaminhe o nome para a Secretaria Estadual de Segurança (Sesp) e para a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), para que se tome providências de isolamento e de transferência. É assim que se resolve os problemas, por meios legais”, afirmou.

O secretário foi lembrado pelo apresentador Mário Bonella de que o nome do traficante foi divulgado pelo MP, e que o mesmo consta em reportagem publicada no jornal A GAZETA e GAZETA ONLINE. Inclusive, segundo o MP, a operação "Concerto", coordenada pelo órgão, foi realizada em parceria com os serviços de inteligência das polícias, que permitiram monitorar as tentativas de repasse de informações entre traficantes.

OPERAÇÃO CONCERTO

Na operação "Concerto", o MP investiga a existência de organizações criminosas sediadas no Complexo da Penha, com presidiários comandando ações de bandidos em liberdade para que deem continuidade ao tráfico na região.

O MP-ES detalhou que foi possível esclarecer o funcionamento da organização criminosa, por meio de relatórios dos órgãos de inteligência da Polícia Militar, da Sejus e do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Entre os criminosos está Carlos Alberto Furtado da Silva, o Beto, que cumpre pena na Penitenciária de Segurança Máxima II.

O secretário garantiu que a Sesp e a Sejus tomam as precauções para que o uso do celular não aconteça dentro dos presídios. “Prendemos não só o Beto, como outros. Mas isso não quer dizer que eles estejam dando ordem dos presídios. Tomamos providências para que isso não aconteça. Se nesse momento estiver acontecendo que o MP-ES informe. Temos que conversar entre nós para resolver os problemas”, completou.

Segundo Nylton Rodrigues, toda a primeira geração e a segunda geração de traficantes do Bairro da Penha foram presos. “E estamos indo para a terceira”, completou.

PELOTÃO ESPECIALIZADO

O coronel Nylton Rodrigues adiantou que a Polícia Militar vai formar um pelotão especializado para atuar em morros da Grande Vitória. A princípio são 30 policiais, que já se formam na próxima semana. A base será no Morro São Benedito, com atuação também acontecendo no Bairro da Penha.

“Eles atuaram fazendo patrulhamento a pé, com armas importadas, drones, levando tranquilidade à comunidade local. Se houver necessidade eles vão atuar em outros morros”, ponderou.

O secretário comentou ainda a percepção da comunidade do aumento de fogos de artifício, que são soltos até mesmo durante o dia ou de madrugada. “É a presença da polícia. Os fogos acontecem porque estamos aumentando a presença no morro e vamos apertar cada vez mais”, finalizou.

Com a presença policial na região do Complexo da Penha nesta terça-feira (4), quatro pessoas foram presas. Três pistolas, quatro granadas e oito carregadores foram apreendidos. 105 policiais participaram da ação.

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