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Estudo inédito vai monitorar radiação da areia monazítica no ES

Estudo está sendo realizado pela USP em parceria com a Ufes. Até equipamentos utilizados na Antártica foram trazidos ao Estado

Jacyra Soares, doutora em Oceanografia, do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de são Paulo (USP), cuja especialidade é a interação entre oceano e atmosfera
Jacyra Soares, doutora em Oceanografia, do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de são Paulo (USP), cuja especialidade é a interação entre oceano e atmosfera
Foto: Divulgação

Equipamentos modernos, alguns utilizados até em projetos desenvolvidos na Antártica, começaram nesta sexta-feira (5) a ser instalados em três torres na Praia de Meaípe, em Guarapari. Eles vão mapear e tentar entender o comportamento da areia monazítica, sua radiação e como isto repercute na atmosfera.

A velocidade e a direção dos ventos, os vapores de água, temperatura do solo e a emissão de calor estão entre os pontos que serão monitorados. “Nossa expectativa é fazer um mapeamento espacial e temporal e conseguir determinar o nível de radiação. Esperamos poder dizer os horários em que a radiação é maior ou menor, mais intensa e até em quais locais”, relatou Jacyra Soares, doutora em Oceanografia, do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), cuja especialidade é a interação entre oceano e atmosfera.

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De acordo com Jacyra, os resultados serão enviados diretamente para a sala, na USP. Mas os primeiros dados do trabalho só devem sair no próximo ano. “É um trabalho a longo prazo. Espero monitorar esta praia por muitos anos. Mas acho que ano que vem todos os pesquisadores envolvidos no projeto vão poder apresentar uma pequena prévia”, relatou.

Além de Meaípe, outras duas torres serão instaladas em Vitória e Vila Velha, na Grande Vitória, em locais que ainda não foram definidos. Vão servir como contraponto ao estudo que está sendo feito em Guarapari. “Teoricamente, nestas cidades, a radiação é muito baixa. Mas estão próximas da área de estudo e vão servir como contraponto”, explica Jacyra.

De acordo com a professora, este é um estudo inédito, já que este tipo de areia, com estas características, em um balneário, só existe no Espírito Santo. As torres de monitoramento foram instaladas em dois restaurantes e um hotel, todos em Meaípe.

PARCERIA

O trabalho está sendo desenvolvido em parceira com o físico nuclear da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Marcos Tadeu Orlando D'Azeredo, que há dez anos estuda a areia monazítica de Guarapari. “Este tipo de material existe ainda na Praia da Areia Preta, mas em Meaípe ela é mais intensa e tem uma característica diferente, a areia se move e se modifica ao longo do tempo, o que é interessante para o estudo”, relata.

Foi por característica como esta que a professora Jacyra aceitou o convite do professor Tadeu para realizar o estudo. “Ela trouxe equipamentos muito sofisticados, como instrumentos usados na Antártica, chega a ser impressionante. Com isto os estudos vão ganhar o mundo, e atrair novos pesquisadores”, destaca.

De acordo com o professor Tadeu, outras áreas da de estudos da Ufes também já participam do projeto, como os cursos de Engenharia Elétrica e a da Informática, Fisiologia, Farmácia, Medicina, além da área de Saúde da UVV.

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