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Mulher queimada pelo ex está com infecção generalizada, diz irmã

Marciane Pereira dos Santos, de 36 anos, foi queimada pelo ex-marido, o cadeirante André Luiz dos Santos, 36, no bairro Jardim Tropical, na Serra

Marciana, diarista queimada pelo ex na Serra
Marciana, diarista queimada pelo ex na Serra
Foto: Arquivo Pessoal

A diarista Marciane Pereira dos Santos, de 36 anos, que foi queimada pelo ex-marido no bairro Jardim Tropical, na Serra, teve pneumonia e permanece sedada, com infecção generalizada na Unidade de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Jayme dos Santos Neves, também no município. Na segunda-feira (24), a mulher passou por uma cirurgia para amputar a perna esquerda, de acordo com informações da irmã da vítima, a dona de casa Rosiana dos Santos.

O crime aconteceu no dia 22 de agosto, quando o ex-marido, o cadeirante André Luiz dos Santos, 36 anos, jogou solvente contra a diarista e ateou fogo. Ela teve 40% do corpo com queimaduras de terceiro grau. A família de Marciane tem recebido doações de vários tipos, em dinheiro, roupas e alimentos.

MPES DENUNCIOU AGRESSOR

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou à Justiça na última quarta-feira (26), o cadeirante André Luiz dos Santos, que é acusado de ter ateado fogo na ex-mulher, a diarista Marciane Pereira dos Santos, de 36 anos. Para o órgão, a motivação do crime foi torpe, devido o ex-marido ter cometido o crime por ciúmes da ex-companheira. O MPES também solicitou a conversão da prisão temporária em preventiva.

Na última segunda-feira (24), André foi indiciado pela polícia e deve responder pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por meio cruel, feminicídio e por impossibilitar a defesa da vítima, além de responder também por furto, já que furtou uma botija de gás da vítima, antes de tentar matá-la. Ele está preso no Centro de Triagem de Viana.

O CASO

A diarista foi internada após o ex-marido, um cadeirante, atear fogo no corpo dela em frente aos filhos. Segundo informações de testemunhas, a vítima havia saído da residência para ir à casa de uma vizinha para fazer sopa para os dois filhos. O ex-marido havia retirado o botijão de gãs da casa da diarista sobre o pretexto de que havia sido pago por ele.

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Desde a separação, o cadeirante passou a morar em cima da casa da ex-esposa, onde reside os pais do suspeito. A diarista morava no local com a filha de 5 anos de um relacionamento anterior e com o filho do casal, de apenas dois anos. Também estavam na casa duas sobrinhas da diarista, ambas adolescentes de 17 anos, que passavam o final de semana com a tia.

Ao retornar para casa, enquanto a sopa cozinhava na casa da vizinha, a diarista foi surpreendida pela presença do ex-marido. No local, ele havia trancado o portão de acesso à casa, impedindo que a vítima entrasse, jogou álcool e ateou fogo.

Em meio ao desespero, uma das sobrinhas da vítima conseguiu jogar água sobre o corpo da tia e apagar parte das chamas. As sobrinhas receberam ajuda de vizinhos que acionaram uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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