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Sem manutenção, trânsito na Segunda Ponte pode ficar inviável, diz Crea

De acordo com consultor do Crea-ES, a parte mais crítica da ponte é a parte cuja estrutura fica dentro da Baía de Vitória

Segunda Ponte precisa de manutenção, diz Crea-ES
Segunda Ponte precisa de manutenção, diz Crea-ES
Foto: Fernando Madeira

Quase um ano depois do laudo técnico do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) apontar problemas na Segunda Ponte, a situação do local ainda preocupa. Construída na década de 1970, a ponte precisa de manutenção e monitoramento constante ou, no futuro, o transitar sobre ela.

"Ano passado o grupo de trabalho de infraestrutura e mobilidade urbana do Crea-ES e engenheiros fizeram uma vistoria e detectaram algumas anomalias em peças de sustentação da ponte, dos pilares, como ferragem exposta, armadura da ponte com avançado grau de corrosão, oxidação, desagregação do concreto.  É uma ponte que já tem quase 40 anos e um trânsito pesado e intenso. Então requer maior cuidado para que a vida útil dela seja mantida e amanhã, uma deformação maior, mesmo que ela não venha a ruir, venha impedir o trânsito, o que traria um caos para a nossa Grande Vitória. É uma das vias mais importantes", afirmou o consultor do Crea ES José Marcio Martins, em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo.

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Ainda de acordo com o engenheiro, a parte mais crítica da ponte é a parte cuja estrutura fica dentro da Baía de Vitória. Ele defende um programa de manutenção preventiva para a Segunda Ponte, que é de responsabilidade dos governos Estadual e Federal.

"Os pilares que estão no ambiente marinho têm situação pior, porque vêm do mar cloretos agressivos ao concreto. Essa ponte foi construída com muita robustez, a gente percebe isso nas estruturas que são fortes. A robustez estrutural da ponte permitiu ela receber esse tranco do ambiente agressivo marinho e esse excessivo trânsito. Quando nós entramos em contato com os órgãos gestores, parece que eles estão sempre com o pires na mão atrás de recurso. Acho que esses recursos têm que ser garantidos todo ano, tem que ser uma política de Estado a manutenção de pontes. Tem que fazer uma inspeção mais minuciosa na ponte e depois fazer um projeto de recuperação e complementar isso com um monitoramento constante da ponte", defende.

Sem previsão de obras

Desde a divulgação do laudo do Crea-ES, em dezembro do ano passado, alguns reparos na Segunda Ponte foram feitos pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo (DER-ES) e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). 

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Procurado pela reportagem, o DNIT, que é responsável pelo trecho mais danificado da Segunda Ponte confirmou que "há laudos que a pontam a necessidade de reparos da ponte", mas não há previsão para realizar o serviço, uma vez que "nesse momento não há risco".

Com informações da TV Gazeta

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