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"Brasil não aprendeu lição com Mariana", diz especialista

Para o jornalista e especialista em meio ambiente André Trigueiro, pouca coisa mudou

Data: 05/11/2015 - MG - BARRAGEM/MG/ROMPIMENTO - GERAL - Vista dos estragos causados pelo rompimento da barragem de rejeito da empresa de   mineraÁo Samarco, no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), nesta quinta-feira   (5). A barragem armazenava resÌduos da mineraÁo.  Conforme informaÁes da Defesa Civil,   h· pessoas soterradas e ilhadas. 05/11/2015 - Editoria: Cidades - Foto: HUGO CORDEIRO/AG NCIA NITRO/ESTADO CONTEDO - GZ
Data: 05/11/2015 - MG - BARRAGEM/MG/ROMPIMENTO - GERAL - Vista dos estragos causados pelo rompimento da barragem de rejeito da empresa de mineraÁo Samarco, no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), nesta quinta-feira (5). A barragem armazenava resÌduos da mineraÁo. Conforme informaÁes da Defesa Civil, h· pessoas soterradas e ilhadas. 05/11/2015 - Editoria: Cidades - Foto: HUGO CORDEIRO/AG NCIA NITRO/ESTADO CONTEDO - GZ
Foto: HUGO CORDEIRO

Pouco mais de três anos depois da maior tragédia ambiental do país: o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, o jornalista e pós-graduado em gestão ambiental André Trigueiro avalia que pouco mudou desde então. Na tarde de ontem, o país foi outra vez palco de um desastre, desta vez na barragem de Brumadinho, de responsabilidade da Vale.

 “O Brasil não aprendeu a lição do episódio de Mariana. É vexatório para o país”, afirma Trigueiro. Em entrevista à Globo News, ele diz que, em três anos, não ocorreram mudanças relevantes nos protocolos de segurança. “Nem de remediação de crise, nem de redução de risco de rompimento de barragem no país”. Segundo ele, só em Minas Gerais, são 450 barragens.

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 A efetividade da legislação ambiental também é criticada por Trigueiro. O jornalista afirma que, se as regras fossem realmente colocadas em práticas, haveria como medir se elas são efetivas. "Quando funcionam diante do mundo real, conseguimos aferir se a calibragem da lei é correta ou não. A aplicação deixou muito a desejar”, afirma.

Trigueiro declara, ainda, que a falta de punição colabora para os desastres. "Se houvesse multa pesada, prisões... Se não tivesse um clima de impunidade, é de se pensar que não estaríamos testemunhando o que aconteceu hoje", comenta.

Data: 23/07/2015 - AndrÈ Trigueiro, escritor, autor do livro 'Viver È a melhor opÁo - A prevenÁo do suicÌdio no Brasil e no mundo', Editora Correio Fraterno - Editoria: Esportes - Foto: Thercio Massari - GZ
Data: 23/07/2015 - AndrÈ Trigueiro, escritor, autor do livro 'Viver È a melhor opÁo - A prevenÁo do suicÌdio no Brasil e no mundo', Editora Correio Fraterno - Editoria: Esportes - Foto: Thercio Massari - GZ
Foto: Thercio Massari

IMPACTO

Uma das preocupações é que a lama atinja o rio São Francisco. “Nos preocupamos de que forma vai se alastrar esse impacto. Se tivermos período de chuva, o fluxo aumenta e, assim, a lama se espalha mais rápido”, explica o professor e doutor em biologia vegetal Thiago Gaudio.

O especialista diz que, até hoje, não é possível medir o impacto ambiental de Mariana. “Isso permanece no solo e nas águas durante muitos anos. Não conseguimos saber a dimensão dos problemas causados lá. Da mesma forma que vai acontecer agora”, prevê.

Quando tragédias assim acontecem, automaticamente há um desequilíbrio ecológico. “Espécies estavam adaptadas com a região e propícias para se reproduzir. Agora, chega a lama muda tudo”, diz Thiago.

MARIANA E BRUMADINHO

Data: 16/11/2015 - BARRAGEM/MG/ROMPIMENTO. Estragos causados em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, em Minas Gerais, que foi atingido por rejeitos de mineraÁo depois de rompimento de barragem da empresa Samarco. O distrito tem aproximadamente 600 moradores. A sala de apoio do Batalho de OperaÁes AÈreas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou nesta sexta-feira, 6, que cerca de 500 pessoas j· saÌram ou foram resgatadas de Bento Rodrigues - Editoria: Cidades - Foto: M¡RCIO FERNANDES/ESTADO CONTEDO - GZ
Data: 16/11/2015 - BARRAGEM/MG/ROMPIMENTO. Estragos causados em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, em Minas Gerais, que foi atingido por rejeitos de mineraÁo depois de rompimento de barragem da empresa Samarco. O distrito tem aproximadamente 600 moradores. A sala de apoio do Batalho de OperaÁes AÈreas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou nesta sexta-feira, 6, que cerca de 500 pessoas j· saÌram ou foram resgatadas de Bento Rodrigues - Editoria: Cidades - Foto: M¡RCIO FERNANDES/ESTADO CONTEDO - GZ
Foto: Divulgação
MG - MG/BARRAGEM/RISCO/INUNDA«ES - GERAL - Vista aÈrea do local destruÌdo pelos rejeitos apÛs o rompimento da barragem da mina do   Feijo, situada em Brumadinho, na regio metropolitana de Belo Horizonte (MG), nesta   sexta-feira (25). Segundo o Corpo de Bombeiros, o rompimento ocorreu na altura do km 50   da Rodovia MG-040. Um helicÛptero dos bombeiros sobrevoava a regio em busca de vÌtimas.   Cerca de 200 pessoas esto desaparecidas. Ambulncias, carros de Bombeiros e da Defesa   Civil trabalham no local. Quase trÍs anos depois do rompimento da barragem de Fundo, da   mineradora Samarco (Vale e BHP), em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015, mais um   desastre ameaÁa o Estado.   25/01/2019 - Foto: MOISÈS SILVA/O TEMPO/ESTADO CONTEDO
MG - MG/BARRAGEM/RISCO/INUNDA«ES - GERAL - Vista aÈrea do local destruÌdo pelos rejeitos apÛs o rompimento da barragem da mina do Feijo, situada em Brumadinho, na regio metropolitana de Belo Horizonte (MG), nesta sexta-feira (25). Segundo o Corpo de Bombeiros, o rompimento ocorreu na altura do km 50 da Rodovia MG-040. Um helicÛptero dos bombeiros sobrevoava a regio em busca de vÌtimas. Cerca de 200 pessoas esto desaparecidas. Ambulncias, carros de Bombeiros e da Defesa Civil trabalham no local. Quase trÍs anos depois do rompimento da barragem de Fundo, da mineradora Samarco (Vale e BHP), em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015, mais um desastre ameaÁa o Estado. 25/01/2019 - Foto: MOISÈS SILVA/O TEMPO/ESTADO CONTEDO
Foto: MOISÈS SILVA

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