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Obra de UPA vai ser retomada custando mais R$ 4 milhões

Obra era para ter sido entregue em agosto de 2017, mas está paralisada desde maio de 2016

UPA Zilda Arns, no bairro Riviera da Barra, em Vila Velha: construção, orçada em R$ 3 milhões, deveria ser entregue em agosto de 2016, mas ainda está parada
UPA Zilda Arns, no bairro Riviera da Barra, em Vila Velha: construção, orçada em R$ 3 milhões, deveria ser entregue em agosto de 2016, mas ainda está parada
Foto: Guilherme Ferrari

Após dois anos paralisada, a Prefeitura de Vila Velha vai abrir licitação para a conclusão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Riviera da Barra. A obra estava prometida para ser entregue em agosto de 2017 e já custou aos cofres públicos R$ 2,7 milhões. Agora, vai ser licitada por mais R$ 4,4 milhões, mais que o dobro da previsão do orçamento inicial, totalizando R$ 7,1 milhões.

Inicialmente, a UPA foi orçada em R$ 3,7 milhões, mas a obra foi interrompida em maio de 2016. A nova licitação será aberta em fevereiro e a obra pode ser iniciada maio com previsão de conclusão em 10 meses, segundo a administração municipal.

A engenheira da secretaria de obras de Vila Velha Thakla Cheque explica que para retomar a construção foi preciso refazer os projetos, e, depois, enviá-los à Caixa Econômica Federal. Lá foram analisados e tiveram aprovação para a liberação dos recursos do governo federal.

“Para retomar uma obra tem que atualizar todos os projetos, isso implicou mudanças, novas planilhas e novas exigências. Quando atualiza os projetos, têm que levar novamente para análise da Caixa, e isso demandou esse longo tempo”, afirmou Thakla.

Ainda segundo a engenheira, a obra vai custar mais caro por conta de serviços que serão refeitos e materiais roubados que serão repostos. “A obra foi abandonada e muitos serviços foram feitos incorretos. Temos que fazer demolições e aconteceram roubos, são muitos problemas que encontramos. Além disso, normas para a construção foram modificadas e por isso o projeto precisou ser refeito”, disse.

POPULAÇÃO SOFRE

Em agosto de 2017, A GAZETA mostrou o drama dos moradores que reclamaram que se a unidade do bairro estivesse pronta não teriam que se deslocar para o Pronto-Atendimento (PA) localizado na Glória ou para o pronto-socorro de algum hospital público. Uma delas foi a dona de casa Simone Alves da Silva, 52 anos, que mora ao lado do prédio da UPA de Riviera da Barra.

“A minha vizinha morreu de dengue de tanto esperar atendimento no PA da Glória em 2016. Ficou lá esperando, mas quando foi para o quarto faleceu. Se tivesse isso aí pronto (a UPA), talvez ela teria sido atendida mais rápido. Todo mundo fala que estamos abandonados aqui”, lamentou na época.

ATENDIMENTO

As UPAs foram idealizadas pelo Ministério da Saúde em 2003 para disponibilizar por 24 horas cobertura de urgência e emergência de forma simplificada.

O governo federal repassa recursos para o município construir e administrar as unidades. As UPAs oferecem serviços de raio-x, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação.

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