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Secretário sobre greve da PM: 'Precisamos esquecer o que ficou para trás'

O secretário de Planejamento Álvaro Duboc criticou posicionamento público do ex-secretário de Segurança Pública coronel Nylton Rodrigues, que condenou a anistia

Alvaro Duboc criticou o ex-secretário de Segurança
Alvaro Duboc criticou o ex-secretário de Segurança
Foto: Matheus Zardini

O secretário de Planejamento do Estado, Álvaro Duboc, afirmou que o posicionamento público do ex-secretário de Segurança Pública coronel Nylton Rodrigues é um contrassenso. Duboc ainda avaliou a manifestação de Nylton como “lamentável”.

O secretário destacou a “incoerência” de questionar a anistia e rebatê-la de forma parecida à escolhida pelos policiais militares durante a greve.

“Muitos policiais estão respondendo a processos administrativos porque tiveram a mesma atuação do coronel, de criticar publicamente o governo e o comando da Polícia Militar. É incoerente, porque muitos processos foram abertos por esse tipo de conduta”, opinou Duboc.

Duboc afirmou que a anistia não é uma forma de colocar panos quentes na atitude dos policiais militares, mas de trazer de volta a motivação para o trabalho desenvolvido pela corporação.

“Para encerrar esse ciclo, precisamos esquecer o que ficou para trás e reconstruir as pontes. É uma forma de trazer o coração do policial para dentro do quartel outra vez”, disse.

O secretário ainda reforçou que todas as partes envolvidas na greve precisam ser consideradas. “O que o governo tem falado não é que apoia a atitude dos grevistas, mas se eles erraram, é preciso entender que o governo (a gestão passada, de Paulo Hartung) também teve uma parcela de culpa. Cometeram erros de avaliação, estratégia e condução”, afirmou.

O secretário pontuou que os reflexos do pós-greve na corporação são sentidos até hoje. “Temos hoje um quadro de desestímulo na Polícia Militar. É uma polícia doente, com muitos policiais afastados por quadros de depressão e um número elevado de militares atentando contra as próprias vidas”, pontuou Duboc.

Para o secretário, a forma como a greve foi tratada pelo antigo governo, e como as negociações foram encerradas, sem oferecer de fato uma solução e uma alternativa, foram os pontos mais prejudiciais para a Polícia Militar. 

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