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Vila Velha e Vitória decidem valor de tarifas de ônibus nesta segunda

Tarifas serão discutidas em reuniões de conselhos

Preço da passagem dos ônibus municipais em Vila Velha vai subir
Preço da passagem dos ônibus municipais em Vila Velha vai subir
Foto: Arquivo

Assim como a tarifa do Transcol, a passagem dos ônibus municipais de Vitória e Vila Velha também pode subir. Nos municípios, reuniões para falar sobre os valores acontecerão na segunda-feira.

Na Capital, a secretaria municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran) anunciou que, na segunda, representantes da Câmara Temática de Transporte Público de Passageiros do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (Comuttran) vão se reunir para discutir o assunto. O último reajuste em Vitória foi no início de 2018, de 6,5%, e hoje o usuário paga R$ 3,35.

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No mesmo dia, pela manhã, às 10h, o Conselho Municipal de Transporte de Vila Velha terá uma reunião para decidir o valor da nova tarifa.

O último reajuste nas linhas de ônibus de Vila Velha aconteceu no dia 11 de maio de 2017. Ano passado, o valor deveria passar de R$ 3,20 para R$ 3,40, equiparando ao valor da passagem ao do Sistema Transcol. Mas como o prefeito Max Filho não homologou o reajuste, a passagem permanece congelada desde o ano passado.

Sem ar condicionado

A passagem vai subir, mas o calor e os ônibus lotados continuarão o mesmos, pelo menos por enquanto. O aumento da frota e a inclusão do ar-condicionado nos coletivos ainda não têm data prevista para acontecer.

R$ 3,35 em vitória

Esse é o valor atual da passagem dos ônibus municipais da Capital, cujo último reajuste foi no ano passado

“Tudo que faz parte da melhoria dos sistemas de transporte nós estamos avaliando. Mas é preciso ter pé no chão e olhar como Brasil e o Espírito Santo vão se comportar, como vai se comportar o custo, o sistema. Ar-condicionado e tudo que for para melhorar a qualidade do sistema de transporte são prioridades. Aumentar a frota depende de uma avaliação da Ceturb (Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado)”, alegou o secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno.

Insatisfação

Nos terminais e pontos de ônibus, a insatisfação é grande. A enfermeira Desiree Helena Gomes contou que sempre pega ônibus cheio e, por isso, acredita que o reajuste deveria ser menor. “É um absurdo, o conforto não vale o que a gente paga. Se ainda tivesse ar-condicionado, até justificaria o aumento”, disse.

O auxiliar de operações Ronie Oliveira utiliza todos os dias o Transcol e reclamou da falta de coletivos para atender à demanda de trabalhadores no final do dia. “Eu pego o ônibus todos os dias e diariamente espero cerca de uma hora e meia para conseguir ir embora, pois não consigo entrar nos coletivos que passam, de tão cheios. O aumento da passagem é um absurdo”, afirmou.

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