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Depois de Brumadinho, PM do ES tem reencontro emocionante com filho

O filho do subtenente Sandro Dal Bem, da Polícia Militar, estava no local quando a aeronave pousou e, assim que o pai desembarcou, o menino correu para abraça-lo.

Filho de militar corre para abraçar o pai após chegada de missão de resgate em Brumadinho
Filho de militar corre para abraçar o pai após chegada de missão de resgate em Brumadinho
Foto: Reprodução

Os cinco militares que viajaram no dia 31 de janeiro para auxiliar nos resgastes de vítimas da tragédia de Brumadinho voltaram a Vitória na manhã desta terça-feira (5), com o helicóptero Harpia, no Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).

Na chegada, uma cena emocionou quem estava no local. O filho do subtenente Sandro Dal Bem, da Polícia Militar, estava no local quando a aeronave pousou e, assim que o pai desembarcou, o menino correu para abraça-lo.

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MISSÃO DE RESGATE

Entre os cinco militares que viajaram para Brumadinho há dois pilotos, dois tripulantes e um mecânico de aeronaves. Eles viajaram com o helicóptero Harpia, do Notaer, e os equipamentos que foram usados para auxiliar nas buscas.

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O major Wesley, do Corpo de Bombeiros, é piloto e estava na missão. Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o bombeiro descreveu o trabalho como marcante tanto para a história do país quanto para os militares e voluntários que trabalham no local.

"Quem tem possibilidade de contribuir de alguma forma nessa operação com certeza vai levar essa história para o resto da vida", disse o major. Além disso, ele explicou como foi o trabalho no local. Eles realizaram uma avaliação do local assim que chegaram, na última quinta-feira (31), para então começarem a agir.

"A dinâmica do nosso apoio à operação era o transporte das tropas do posto de comando até a área de operação. Ao longo do dia, quando os corpos eram localizados, a remoção também era feita pela aeronave, não existe outra possibilidade de chegada nos locais se não for por aeronave", afirmou.

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EMOÇÃO

O major Wesley contou que um dos momentos mais marcantes do trabalho foi a missa de sétimo dia, com todos os helicópteros no ar, um altar improvisado no que os militares chamam de 'área quente', nos espaços de buscas na lama, e a chuva de pétalas de rosas.

"Faz parte do nosso dia a dia essas situações críticas, de dor e sofrimento, mas realmente ali a gente tem que segurar para não chorar. É muito emocionante", concluiu o militar .

OUTRA EQUIPE

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Mais cinco militares do ES serão enviados até Brumadinho, ainda na tarde desta terça-feira (5), para continuar o auxílio na missão de buscas pelas vítimas da lama da barragem, segundo o major Cristian Amorim. Ainda estão em Minas Gerais oito bombeiros e três cães farejadores do ES.

FIM DAS BUSCAS

O major Cristian Amorim, porta-voz do Notaer, afirma que a coordenação da operação em Brumadinho não fala ainda em encerrar as buscas. Além disso, o major afirma que equipes serão enviadas a cada cinco dias até que o trabalho seja finalizado.

"A nossa equipe voou cerca de 22 horas e transportou 40 equipes de buscas e também onze corpos. Isso é para se ter noção da grandiosidade dessa tragédia. Tiveram situações em que até 14 aeronaves trabalharam no local simultaneamente", detalhou o major.

Com informações de Eduardo Dias.

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