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Número de notificações de dengue no ES cresce 435,9% em relação a 2018

Até o dia 02 de fevereiro, o Estado notificou 2.460 casos de dengue. No mesmo período do ano passado foram registrados 459 casos

Mosquitos Aedes aegypti, que transmitem zika, dengue e chikungunya
Mosquitos Aedes aegypti, que transmitem zika, dengue e chikungunya
Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (26) números atualizados de casos de dengue, chikungunya e zika no Espírito Santo em comparação a janeiro de 2018.

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Até o dia 02 de fevereiro, o Estado notificou 2.460 casos de dengue. No mesmo período do ano passado, foram registrados 459 casos da doença. O Espírito Santo não registrou mortes em decorrência de dengue neste ano.

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Em 2019, foram 59 notificações de chikungunya. Em 2018, 43. O números de pessoas com zika também cresceu: 13 em 2018 e 22 em 2019. 

AVANÇO ALARMANTE

No dia 11 de fevereiro, A GAZETA adiantou que o número de casos de dengue cresceu de forma alarmante em janeiro deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Entre 1º e 31 de janeiro, na Grande Vitória, o município que teve o maior aumento foi a Serra, que registrou 766 casos, contra 76 no ano passado. Vila Velha pulou de 85 confirmações para 277. Vitória foi de 70 para 258 e Cariacica registrou duas confirmações ano passado e 70 até o último dia 31.

O Espírito Santo, entre 31 de dezembro de 2017 e 27 de janeiro de 2018, registrou 607 casos contra 2.670 entre 30 de dezembro de 2018 e o dia 26 deste ano.

O empresário Márcio Araújo é testemunha dessa proliferação. Ele mora entre os bairros Rio Marinho e Bela Vista, em Cariacica e, pelo menos 15 vizinhos dele tiveram dengue só no mês passado. “A região toda teve aumento no número de casos. É uma situação preocupante”, avalia Araújo.

A mãe do empresário, Juraci Alemães, 70 anos, já teve dengue e, atualmente espera o resultado do exame de Chikungunya. Para espantar mosquitos, ela não descuida do repelente.

O aumento significativo é encarado como alerta pelas secretarias estadual e municipais de saúde, mas não é considerado epidemia.

“Em 2013 tivemos o pior cenário já registrado, quando ultrapassamos 8 mil notificações. Neste ano, a gente vê a situação como alerta”, explica o chefe da Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Roberto Laperriere.

A chuva que atingiu o Estado no final do ano passado é apontada como a principal causa do aumento de casos. Soma-se a isso o verão, estação na qual, normalmente se tem mais contágio pelo vírus da dengue.

A subsecretária de Saúde da Serra, Cristiane Stem explica porque a chuva foi fator importante na elevação dos casos.

“Entre 2017 e 2018, não tivemos a chuva que registramos no ano passado, por isso imaginávamos que agora teríamos esse aumento”, afirma Cristiane.

COMBATE

Para evitar que esse números cresça mais, a principal dica é não deixar água acumulada. Para isso é fundamental a colaboração dos moradores, já que cerca de 90% dos focos de mosquitos estão dentro das casas.

Em Cariacica, o carro fumacê roda diariamente por diferentes bairros do município. “Temos um itinerário programado, mas ele pode sofrer mudanças de acordo com a necessidade do município”, afirma a coordenadora dos Agentes de Endemias de Cariacica, Lucimar Martins Rocha.

Na Serra, o trabalho mais intenso também será em bairros mais críticos, assim como em Vitória. "Os agentes intensificarão visitas e o fumacê passará em alguns bairros que têm mais notificações", pontua a gerente de Vigilância em Saúde da Capital, Arlete Frank Dutra.

Em Vila Velha, os serviço passa pela capacitação dos agentes que atendem os pacientes nas unidades básicas. “Estamos capacitando para melhorar o fluxo de atendimento desde a suspeita ao tratamento”, finaliza Fernanda Faiçal, referência técnica de Dengue do município.

 

 

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